4.12.12

Festival Choro Jazz entra para circuito internacional

AE - Agência Estado
Eles vieram "pra quebrar tudo" e não fizeram por menos. Em sua quarta edição, o festival Choro Jazz Jericoacoara cresceu, entrou para o circuito internacional e estendeu a programação para a capital do Ceará. Em três noites, no anfiteatro do Centro Cultural Dragão do Mar, reuniu ases do instrumental brasileiro, como o Duo Assad, que tocou pela primeira vez no festival e fazia 30 anos que não pisava em Fortaleza, e os habitués Arismar do Espírito Santo e Alessandro Penezzi, entre outros, em encontros marcantes.
De Fortaleza seguem todos para Jericoacoara, onde o festival começa nesta terça e vai até domingo, promovendo shows na praça central da vila e oficinas com instrumentistas em diversos pontos. Tudo de graça. Este ano, um maior número de estrangeiros (principalmente norte-americanos) está inscrito para os workshops e esquentou o clima na plateia dos shows na capital. Ali, já tiveram espécies de aulas de excelência musical, tanto no repertório como no desempenho dos músicos de primeira grandeza.
"Estender o festival para Fortaleza foi importante para dar oportunidade para mais gente ouvir esse tipo de música. Quanto mais você mostra a cara para as pessoas, mais elas vão se acostumar com esse som", diz o produtor Capucho. "Propus a parceria com o pessoal do Dragão do Mar, eles toparam, e resolvi fazer nesse formato menor de duos em três dias."
O festival privilegia duas escolas de música instrumental que têm com característica a abertura para o improviso, mas não se limita do choro e ao jazz. "É um encontro de música boa e tem até uma noite que é regional", resume Capucho, produtor e idealizador do festival. Como nas edições anteriores, esta também conta com atrações estrangeiras: o clarinetista italiano Gabriele Mirabassi (que divide o palco com Guinga) e o grupo Lindigo, da Ilha da Reunião (França). Brasileiros com larga repercussão internacional, Duo Assad e Raul de Souza (o grande homenageado do festival este ano), estão entre os nomes mais fortes do elenco, que tem os gaúchos Tambo do Bando, os cariocas do Trio Madeira Brasil e o alagoano João Lyra, além de paulistas, pernambucanos, cearenses e mato-grossenses, cobrindo boa parte do território nacional.
Sempre aberto para outras manifestações, o evento tem espaço para a canção também. Nos anos anteriores, a Velha Guarda da Portela, Joyce, Dori Caymmi, Renato Braz, Ivan Lins e Ana Luiza, entre outros, representaram o samba, a bossa e outros gêneros cantados.
Este ano, o festival recebe Almir Sater, Mônica Salmaso e Antônio Nóbrega, que - como seus conterrâneos da Spok Frevo Orquestra na primeira edição - promete fazer uma grande festa na areia, no show de encerramento no domingo, com seu misto de frevo, caboclinho, maracatu, animação teatral e dança. Filó Machado é convidado do Quinteto Vento em Madeira.
Nesta edição, há um número maior de oficinas, espaços e alunos inscritos. Além de músicos que atuaram nos anos anteriores (Arismar, Penezzi, Jean Garfunkel, Fabio Pascoal, Maurício Carrilho), há novos agregados, como Oscar Bolão (samba na bateria), Teco Cardoso (os sopros e a linguagem Brasileira), Mirabassi (clarinete erudito, popular e jazz), Cristóvão Bastos (piano), Filó Machado (canto) e Anna Paes, que foi apresentadora dos shows e agora vem com aulas de canto baseado na obra do poeta, letrista e compositor Paulo Cesar Pinheiro. É um privilégio tão raro a concentração de grandes músicos, ainda mais num lugar tão bonito como este. As informações são do jornal   O Estado de S. Paulo.
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