Grande evento promovido pelo Grupo Agape de Teatro
30.5.12
Festival de Música Instrumental invade o Conservatório Pernambucano de Música
Saracotia, Mandinga e Grass Brasil são algumas das atrações do festival que acontece de sexta (1) ao domingo (3)
O Conservatório Pernambucano de Música se prepara para apresentar o Festival de música instrumental. A partir da próxima sexta-feira (1), o estúdio da instituição se transforma num reduto de concertos instrumentais, passeando pelo jazz, blues, MPB e os clássicos nordestinos. São três dias seguidos de shows abertos ao público, com convidados da terra e de outros lugares do País.
As atrações do primeiro dia são o pernambucano Renato Bandeira e o Duo Taufic, formado por Roberto e Eduardo Taufic, do Rio Grande do Norte. No sábado, Léo Lira representa o Estado e divide a noite com Grass Brasil, dos paulistas Marcelo Modesto, Elthon Silna e Pipoquinha. A despedida do festival, no domingo(3), está toda pernambucana, com as bandas Saracotia, de Rodrigo Samico, Márcio Silva e Rafael Marques, e Mandinga, de Fred Andrade e Ebel Perrelli.
A música instrumental tem– além de representantes para subir aos palcos –, uma plateia fiel em Pernambuco. É de olho nesse cenário em expansão, que o diretor geral do Conservatório, Sydor Hulak, justifica o novo festival. Para ele, o evento pode ser considerado uma prova da popularidade deste estilo.
“A música instrumental está com um público muito consolidado e forte no Recife. Nós do CPM estávamos devendo um evento como esse para o público do segmento”, diz Sydor. A expectativa é que pelo menos 200 pessoas prestigiem o evento todos os dias. Ao longo das apresentações, duas músicas de cada banda serão gravadas para o CD do festival, produzido em parceria com o projeto CPM gravações.
Leia a matéria completa na edição do Caderno C desta terça-feira (29).
SERVIÇOS
Festival de Música Instrumental ? às 19h, na sexta (1), e 17h, no sábado (2) e domingo (3), no Conservatório de Música Pernambucana (Av. João Barros, 594, Boa Vista). Entrada franca.
29.5.12
Música afeta desempenho no treino, aponta estudo
- O pesquisador recomenda incluir na lista de músicas para malhar as que trazem alguma boa recordação
- Pesquisador monta playlist adequada para diferentes tipos de atividade física
Quem deseja otimizar o treino não precisa apenas investir em roupas mais leves e tênis adequados. A playlist que você escuta enquanto malha, corre ou caminha afeta, e muito, seu desempenho. Portanto, ela deve ser montada levando em consideração qual exercício você realizará e o bpm (batimento por minuto) de cada canção. É o que aponta o estudo de Marcelo Bigliassi, publicado na Revista Brasileira de Psicologia do Esporte.
Mas para montar uma listagem com músicas adequadas para a atividade é preciso selecionar as canções levando em consideração o gosto pessoal e o quanto a canção é motivadora. "A pessoa deve escolher uma música que ela se sinta confortável ouvindo e, caso ela não tenha como medir o bpm e avaliar se é uma boa escolha, o ideal é que ela tenha pelo menos o batimento próximo da sequência de passadas que ela dá", recomenda Bigliassi.
Não existe nenhum estilo musical proibido para se ouvir durante os treinos. Bigliassi indica acrescentar na listagem músicas que lembrem alguma recordação boa e revigorante. "É uma música que assim que começa a tocar estimula e dá um gás para que a pessoa continue fazendo a atividade", determina.
Ouvir música durante a prática de atividades é recomendado com base em estudos de processamento paralelo. "À medida que a pessoa faz um exercício ela foca mais no que escuta do que nas pequenas dores e no cansaço que a atividade traz", revela.
Músicas de caráter inspirador também podem ajudar a dar um ânimo para levantar do sofá e ir para a academia. "A Eye of The Tiger, trilha do filme Rocky Balboa, por exemplo, já foi alvo de diversos estudos, pois ela passa uma mensagem positiva e quando usada antes de praticar uma atividade apresenta melhorias nessa atividade", explica.
Medir o bpm
Diversos aplicativos podem ser baixados na internet para identificar qual o batimento por minuto de uma canção, mas ainda assim mostrar a lista ao professor de Educação Física é uma das melhores opções. "A pessoa deve procurar um profissional com conhecimento para se certificar se as músicas escolhidas são adequadas ao treino que ele realiza", destaca ele.
Uma música ideal para uma corrida de maior intensidade deve ter, em média, uma variação de 120 a 145 bpm. Já uma caminhada moderada, entre 115 e 125, enquanto uma caminhada leve deve ter até 100 bpm.
Ainda que escutar uma música com o bpm incorreto para atividade física possa afetar o treino, ela não traz nenhum tipo de prejuízo para o corpo. "Mas nem sempre ouvir uma música dessas é ruim, pois durante uma atividade a pessoa pode usar uma música não sincronizada, mas ter os batimentos cardíacos aumentados por essa canção ser motivacional e aumentar a ativação para a tarefa", pondera o autor do estudo.
Músicas diferentes para cada treino
Para quem treina musculação, mas não deixa o treino aeróbio de lado, o ideal é separar os treinos em duas playlists, pois cada exercício tem uma execução rítmica diferente. "A corrida tem uma batida, enquanto a musculação tem outra. Quando a pessoa está fazendo um treino de hipertrofia, uma música muito rápida sai da pulsação rítmica do próprio exercício e isso não é adequado", destaca Carlos Hernan Guerrero Santana, membro do Conselho de Educação Física de SP.
Bigliassi indica músicas motivacionais para os treinos de musculação. "É muito difícil sincronizar uma música com as repetições de cada exercício, teria que colocar uma canção muito lenta e o caráter motivacional fica perdido", alerta.
Para quem costuma fazer um treino de alongamento antes de iniciar outras atividades, essa playlist também deve ser composta de músicas diferentes e mais calmas.
Playlists prontas
O iTunes, reprodutor de áudio desenvolvido pela Apple, dispõe de diversas playlists que podem ser baixadas para a prática de diferentes tipos de exercícios. No entanto, Bigliassi alerta que as músicas selecionadas nem sempre têm a mesma qualidade motivacional para cada um. "Não existe uma única canção que motive a todos. É uma escolha muito pessoal", explica.
Além disso, existe a questão da sincronização dos movimentos. "A música proposta pode oferecer uma intensidade diferente, pois mesmo que eles tenham elaborado a listagem pensando numa frequência de passadas média, isso varia de pessoa para pessoa”, define.
28.5.12
III Festival Internacional Carlos Gomes, de 21 e 29 a julho, em Campinas
divulgação
Com oficinas, recitais e concertos, promovendo intercâmbio de instrumentistas e estudantes de música do Brasil e Exterior
Aos ritmos e ruídos conhecidos da cidade, a música vai soar incidentalmente. Nas esquinas, ruas, praças, teatros, salas de estudos, se ouvirão notas, acordes, melodias conhecidas ou não. Instrumentistas de diferentes gerações e origens vão falar uma só língua durante o III Festival Internacional Carlos Gomes.
Com foco na formação de novos instrumentistas e na difusão da música instrumental de qualidade internacional no interior de São Paulo, a terceira edição promoverrá oficinas, jam sessions, concertos e recitais com 25 solistas/professores convidados do Brasil, Argentina, Uruguai, México, Estados Unidos, Portugal, França, Espanha e Inglaterra, além de orquestras e bandas sinfônicas de Campinas e região.
As aulas de violino, viola, violoncelo, baixo, flauta, clarineta, fagote, oboé, saxofone, trompa, trombone, trompete, tuba, euphonium e percussão serão ministradas no formato máster-class, nas dependências do Departamento de Música da UNICAMP, de 23 a 27 de julho (segunda a sexta), e contarão com a participação de grupos, bandas e orquestras que se apresentarão no decorrer da semana do evento, acompanhados dos solistas/professores convidados.
São 250 vagas, com inscrições a preço bastante acessível: R$ 100,00, que poderão ser feitas em breve no novo site: www.festigomes.com, que está em finalização. Dúvidas sobre as oficinas e inscrições podem ser tiradas através do e-mail: contato@festigomes.com.br.
O caráter formativo do Festival vem da proposta dos curadores do evento, os músicos Wilson Dias, Paulo Ronqui e Fernando Hashimoto, que têm em mente que não basta fornecer palco para que se concretize uma ação efetiva de estímulo e difusão da música instrumental.
Tendo como tema o conceito de “Incidental”, esta terceira edição terá a participação de músicos como David Spencer (trompete, Estados Unidos), membro fundador e principal trompetista no Memphis Brass Quintet; Pablo Fenoglio (trombone, Argentina), integrante da Orquestra Sinfônica Nacional da Argentina; Mauricio Soto (trompa, Uruguai/México), trompista principal na Orquestra Filarmônica de Querétano, no México; Thomas Leleu (tuba, França), principal tubista na Marseille Philharmonic Opera; entre outros
PORTAL NOVIDADES
27.5.12
Cientistas identificam os mais antigos instrumentos musicais já encontrados Flautas feitas de marfim e ossos de aves achadas na Alemanha teriam mais de 40 mil anos de idade
Pesquisadores identificaram objetos que acreditam ser os mais antigos
instrumentos musicais já descobertos pelo homem. As flautas, feitas de ossos de
aves e marfim, foram encontradas em uma caverna no sul da Alemanha que contêm
evidências de ocupação do homo sapiens.
Os cientistas usaram o processo de identificação de carbono para determinar a
idade das flautas, que teriam entre 42 mil e 43 mil anos. As descobertas foram
publicadas no Journal of Human Evolution.
A equipe liderada pelo professor Tom Higham, da Universidade de Oxford,
comparou as flautas com ossos de animais encontrados na mesma profundidade em
que os instrumentos foram encontrados. Com isso, foi possível determinar há
quanto anos os objetos permaneceram na caverna de Geissenkloesterle.
O professor Nick Conard, da Universidade de Tuebingen, que descobriu o até
então mais antigo instrumento musical em 2009 - também flautas -, também
participou das escavações. "Os resultados dão consistência à hipótese de que o
rio Danúbio foi um corredor fundamental para o movimento de humanos e para o
desenvolvimento tecnológico na Europa central há 50 mil anos atrás", disse.
De acordo com os pesquisadores, os humanos teriam entrado na caverna antes de
uma queda muito acentuada na temperatura, ocorrida entre 39 mil e 40 mil anos
atrás. Antes, os cientistas achavam que a migração teria ocorrido depois deste
evento.
Ainda segundo Conard, a caverna de Geissenkloesterle "é uma das muitas da
região onde foram encontradas exemplos importantes de ornamentos pessoais, arte
figurativa, imagens mitológicas e instrumentos musicais".
Especialistas dizem que instrumentos musicais eram usados para atividades de
recreação ou rituais religiosos. Cientistas, porém, também dizem que a música
pode ser um indicativo do comportamento de ancestrais da nossa espécie, que
ajudou o homo sapiens a superar o Neanderthal - que se extinguiu na Europa há 30
mil anos.
/Ciência
http://www.estadao.com.br/
24.5.12
22.5.12
Projeto Coisa Fina faz fusão do jazz com ritmos brasileiros em apresentação no Teatro do Sesi
Show do grupo paulistano neste sábado (26) homenageia o maestro Moacir Santos. A entrada é gratuita

O grupo paulistano Projeto Coisa Fina, que faz uma fusão de elementos do jazz com ritmos brasileiros, se apresenta no Teatro do Sesi Campinas, neste sábado (26), com entrada aberta ao público.
No concerto, os músicos prestam uma homenagem ao maestro Moacir Santos (1926-2006), um dos maiores compositores e arranjadores da música instrumental brasileira. Entre os outros destaques do repertório, estão “Assanhado”, de Jacob do Bandolim, e “Quintessência”, de J.T Meireles. Canções que marcaram a trajetória de Santos, como “Mãe Iracema” e “Coisa Nº6” serão interpretadas pelos 13 músicos da big band. O espetáculo integra o Projeto "Sesi Música 2012- Série Erudita/Instrumental", que deve receber, ainda neste ano, Marcelo Bratke e Mariannita Luzzati e o Coral da USP na unidade Amoreiras. A entrada é gratuita e os ingressos são distribuídos com uma hora de antecedência.
Sobre o Projeto Coisa Fina
A banda promove uma experiência musical em que o jazz se funde ao baião, ao maracatu e ao samba. A big band começou em 1995, tocando em casas do circuito alternativo de São Paulo. Desde então, tem sido convidada para realizar apresentações e oficinas musicais em diferentes cidades do país.
A banda é formada por Walmer Carvalho (sax tenor, sax soprano e flauta), Daniel Nogueira (sax tenor e flauta), Ivan de Andrade (sax alto e clarinete), Denilson Martins (sax barítono e flauta), Amílcar Rodrigues (1º trompete), Diogo Duarte (2º trompete), Odirlei Machado (trombone), Abdnald Santiago (trombone baixo), Fabio Leandro (piano), Thiago Melo (guitarra), Matheus Prado (percussão), Mauricio Caetano (bateria) e Vinicius Pereira (baixo acústico).
Projeto "Sesi Música 2012- Série Erudita / Instrumental"
Por meio de apresentações gratuitas e de caráter didático, o Sesi-SP oferece ao público o encontro com a linguagem musical, promovendo a cidadania, o senso crítico e a sensibilidade. Em 2012, mais de 50 municípios receberão a programação. A Série Erudita/Instrumental apresenta vasto universo da música clássica, nas mais diversas formações musicais, duos, trios, quartetos, orquestras de câmara, instrumental e o inspirador repertório operístico.
Serviço:
Música: Projeto Coisa Fina - homenagem ao maestro Moacir Santos
Local: Teatro do Sesi Campinas. Av. das Amoreiras, 450, Parque Itália. (19) 3772-4184 / 4183
Data: 26 de maio
Horário: 20 horas
Entrada: gratuita. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes do início da apresentação
CAMPINAS.COM.BR
http://www.campinas.com.br/
21.5.12
15.5.12
Música instrumental segue em plena forma (Festival)
15.05.2012
VII Festival da Música Instrumental começa amanhã, com atrações em Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sousa (PB)
Ainda que quase sempre longe dos holofotes da grande mídia, a música instrumental tem um público fiel e crescente. O Festival da Música Instrumental, por exemplo, chega a sua sétima edição em 2012, com a participação de instrumentistas dos nove estados do Nordeste, além de representantes de São Paulo, do Distrito Federal e da Argentina.
O evento começa amanhã e segue até o dia 16 deste mês. A programação gratuita ocupa os CCBNBs (Centros Culturais Banco do Nordeste) Fortaleza, Cariri (em Juazeiro do Norte) e Sousa (PB). No total, serão 55 concertos e oito passagens de som abertas, além de oficinas de formação artística, troca de ideias e um acervo especial nas bibliotecas dos CCBNBs.
A organização promete para este ano um festival mais ousado, valorizando a diversidade não só de sons, mas também de instrumentos. Orquestras e grupos de percussão que trabalham com reciclagem de materiais, transformando em música garrafas pet, vidros e latas jogados no lixo estarão na programação. Já a tradicional sanfona terá um destaque especial, em homenagem ao centenário de nascimento de Luiz Gonzaga.
O cearense Miquéias dos Santos, que este ano toca pela terceira vez no festival, não espera que a música instrumental chegue ao mesmo patamar da música vocal, que recebe mais atenção da mídia. "No entanto, percebo que o cenário de 10 anos atrás era bem menor. Tínhamos bons músicos, mas poucos eventos", lembra. Hoje em dia, há shows toda semana, seja no Centro Dragão do Mar, no CCBNB e até mesmo em bares. "E sempre dá público", completa.
Professor de baixo e violão há mais de quinze anos, Miquéias viu a procura por aulas particulares aumentar após a popularização de eventos de música instrumental. Além disso, se prepara para gravar o primeiro CD solo e, assim como outros colegas de geração, conseguiu patrocínios de marcas nacionais para instrumentos, cabos e acessórios.
"O mercado está crescendo, e o Ceará exporta muitos músicos, não só populares, mas também eruditos", afirma Marta Carvalho, organizadora do III IB&T Bass Festival em Fortaleza, que acontece nos três primeiros dias do Festival de Música Instrumental. Essa programação é especialmente dedicada aos amantes do contrabaixo, com músicos contemplando gêneros e estilos distintos, com repertórios que incluem jazz, samba, soul, funk, groove e rock.
O evento conta com a participação de 19 baixistas cearenses e outros de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Ao todo, são 50 músicos em ação, contando com as bandas de apoio. Estarão no palco desde nomes da primeira geração dos graves, como Luís Miguel e Jerônimo Neto, até jovens alunos em formação.
A seleção dos músicos resulta em um painel que mostra a evolução do contrabaixo na música instrumental. "É um instrumento que vem crescendo e mudando seu papel. Antes, ele sempre aparecia atrás, junto com a bateria. Hoje, ele evoluiu e se destaca", conta Marta. Prova disso é a apresentação solo do baixista paulista Ronaldo Lobo.
O IB&T Bass Festival é realizado desde 2004 em várias cidades brasileiras e chega pela terceira vez à Fortaleza. Trata-se de uma parceria do CCBNB com escolas de música de Fortaleza (CMAN, Guitartrix, Musimania, Tocata, Tom Maior e Tônica), proporcionando essas aulas-shows que têm por objetivo valorizar, favorecer, formar, destacar e unir alunos, professores, músicos e público em geral.
A capital cearense é a única onde as escolas se unem na promoção do IB&T Festival. As propostas se multiplicam. Em novembro será realizado, pela terceira vez, um evento especial em torno do violão. Há planos ainda para programações específicas para a guitarra, a bateria e o canto.
Mais informações:
VII Festival da Música Instrumental. De hoje a 26 de maio nos CCBNBs Fortaleza, Cariri e Sousa. Gratuito. Programação completa disponível em http://www.bnb.gov.br/cultura
CADERNO 3
Diario do Nordeste
http://diariodonordeste.globo.com/caderno.asp?codigo=3
Saxofonista Mané Silveira lembra o genial “Bird” no Almanaque Café
"Especial Charlie Parker" continua na programação das terças de maio
O "Especial Charlie Parker", realizado no Almanaque Café, bar e restaurante localizado em Barão Geraldo, apresenta nesta terça (15) o saxofonista Mané Silveira, acompanhado do grupo Alma Trio, a partir das 21 horas.
A série é uma homenagem ao grande saxofonista de jazz americano, que ao lado do trompetista Dizzy Gillespie, foi o criador e a principal voz instrumental do bebop, estilo sofisticado com o qual o jazz se tornoumúsica "para ouvir", substituindo a música "para dançar" que havia sido a marca das big bands dos anos 1940.
O especial promovido todas as terças do mês de maio, revisita a intensidade, a liberdade e a virtuosidade do saxofonista que ficou conhecido por Charlie “Bird” e influenciou de forma incalculável o jazz.
Sobre Mané Silveira
Saxofonista, flautista e compositor, tem sua trajetória ligada a grandes nomes da música instrumental brasileira. Desde 1980 participa ativamente de vários grupos importantes ligados à criação musical como Arrigo Barnabé e Banda Sabor de V Pé Ante Pé, Freelarmônica, Sax sob as Árvores, Trio Bonsai, Orquestra Popular de Câmara, e também é convidado de projetos e grupos como "Um Sopro de Brasil", grupo "Pau Brasil", Nelson Ayres Trio, Roberto Sion, Raul de Souza e grupo Dr. Cipó, "Chico Saraiva e Guinga", Swami Jr., Virada Cultural, Banda Brasil Instrumental do "Festival Brasil Instrumental" do Conservatório de Tatuí, entre outros.
Em 2009 tocou com o pianista dinamarquês Thomas Clausen, um dos grandes nomes do jazz europeu, apresentando-se na Dinamarca e Suécia. Em 2010, lançou um novo trabalho, “Mané Silveira Quinteto”, pelo selo Kalamata, e participa da banda brasileira conduzida pela compositora e arranjadora Maria Schneider, no Auditório Ibirapuera.
http://www.campinas.com.br/
7.5.12
Abertas inscrições para Festival Nacional da Canção
AE - Agência Estado
O 42.º Festival Nacional da Canção (Fenac), maior e mais
tradicional festival de música do Brasil, está com inscrições abertas. Músicos
de todo o País têm até o dia 8 de junho para inscreverem seus trabalhos (desde
que sejam inéditos e originais) e disputar o prêmio de melhor canção e receber,
além do Troféu Lamartine Babo, R$ 200 mil em prêmios. Dividido em cinco etapas
eliminatórias, o evento será realizado de agosto a setembro em seis cidades
mineiras. As inscrições podem ser enviadas pelo correio (Rua Belo Horizonte,
224, Jardim Andere, Varginha - MG, CEP 37006-370) ou pela internet:
www.festivalnacionaldacancao.com.br. As informações são do jornal O Estado de
S. Paulo.
29.4.12
Na trilha de Matias Capovilla
Trombonista e compositor, ele cresceu na Bela Vista e estudou violino na adolescência. Desistiu quando ouviu uma gravação da grande Anne-Sophie Mutter (tocando aos 13 anos). Com um trombone em mãos, adaptado a um bocal de durepox, assumiu o instrumento e logo passou a tocar profissionalmente.
“Minha primeira gravação foi aqui para um programa da TV Cultura, “Vestibular da Canção”, de escola contra escola. O Colégio Equipe [do qual sempre foi aluno] tinha como patrono o João Bosco. Outras escolas tinham outros patronos, como Milton Nascimento e Luiz Gonzaga. Era muito interessante, projeto baseado na Coleção da Música Popular Brasileira. Então, você tinha que responder perguntas sobre os artistas, fazer música, montar um grupo, fazer reinterpretações, pegar uma poesia e musicar. Era um trabalho muito legal. E a gente chegou a gravar para um disco que iria sair, mas não saiu. Tinha 16 anos, toquei violino e trombone”
A música cubana é referência para os conjuntos integrados por Matias desde a década de 1980, como o Sossega Leão. Do trabalho como trombonista junto a essas bandas, veio a necessidade de arranjar e compor. O compositor aparece em definitivo com a música de cena para teatro e cinema.
“Esse trabalho de composição começa em paralelo com as bandas onde eu atuava como músico. Acabei virando compositor e arranjador também. Quando descobri a salsa, compus muito, fizemos muitas parcerias. Até no próprio álbum do Sossega, de 85, tem uma música minha com letra do Guga [Stroeter]. Então, o barato de compor era uma coisa que servia depois ao teatro, mas foi uma potencialidade que eu senti muita vontade de desenvolver”, lembra.
________________
Supertônica
Na trilha de Matias Capovilla
Apresentado originalmente na RCB em maio de 2011
http://www.culturabrasil.com.br/programas/supertonica/arquivo-11/na-trilha-de-matias-capovilla
27.4.12
Um belo dia de domingo -Memorias de São Paulo
Minha mãe, usando o ferro de passar, dava os últimos retoques em 3 uniformes de gala. E nós, os nove filhos, fazíamos a maior algazarra.
Lembro-me de ouvi-la dizer: - Hoje vocês acordaram os passarinhos.
Realmente, estávamos muito eufóricos, afinal, havia chegado o grande dia. Naquele domingo, o Estadual da Penha, iria participar, no Vale do Anhangabaú, do Concurso de Fanfarras, promovidos pela Rede Record de Televisão. Três de meus irmãos tocavam na fanfarra. A Margarida era um deles.
O comandante ou regente do grupo, chamava-se Euro, filho do dono do Cartório, que ensaiou, exaustivamente, durante meses aqueles garotos (as), que iriam representar nossa Penha querida.
Os ensaios eram na própria escola e, depois, passaram a treinar a evolução, nas ruas menos movimentadas do bairro. Esses ensaios, tornaram-se uma atração para os estudantes e moradores.
Infelizmente, num dos últimos ensaios na rua, um automóvel atropelou nosso regente que, por conta diss
o, teve uma das pernas fraturadas, ficando
assim impossibilitado de reger nossa fanfarra.Foi um desânimo geral. Muita tristeza mesmo. Mas, depois com mais calma, decidiram que não iriam jogar fora tanto esforço e dedicação. Com o apoio do Euro, designaram alguém do grupo para reger a fanfarra e resolveram participar do concurso.
Foi com muita alegria, que vimos nossos três irmãos com seus lindos uniformes de gala, saírem de casa rumo ao ônibus que os levaria ao Anhangabaú. Nós, ficaríamos assistindo pela TV, na esperança de vê-los em atividade.
O que aconteceu? Todos aqueles jovem componentes do grupo, mesmo sentindo a ausência do comandante e com muita garra e determinação, conseguiram conquistar o primeiro lugar.
Naquele belo dia de domingo, o bairro todo festejou a vitória e aguardou, com ansiedade, a chegada dos nossos campeões.
Lembro-me que eles vieram em formação, pela Rua Dr. João Ribeiro, executando seus toques e batidas com a tuba, bumbos, repiques e cornetas. Muito aplaudidos, pararam em frente ao Cartório, onde fizeram uma linda homenagem ao Euro, que por conta do gesso, só pode aparecer na janela e, acenando, agradeceu emocionado aos seus comandados.
Bons tempos em que os jovens participavam de concursos, que elevavam o nome do Bairro e da escola.
Meus parabéns, para todos que fizeram parte daquele grupo vitorioso.
Por Bernadete Pedroso
criado por Carolina Saidenberg, filha do Luiz Saidenberg. (http://saidenberg-arte.blogspot.com)
Orquestra Nostalgia traz de volta os grandes bailes
Evento acontece nesta sexta-feira, 27, no Clube dos Oficiais, no Bairro do Trapiche, em Maceió

Orquestra Nostalgia
Para os apreciadores da boa música instrumental, com repertório versátil, passando por diversos estilos musicais, a pedida é a Orquestra Nostalgia de Garanhuns (PE) que se apresenta em Maceió nesta sexta-feira, dia 27 de abril, no Clube dos Oficiais, no bairro do Trapiche da Barra, em Maceió. A festa começa a partir das 22 horas e vai até os primeiros raios de sol que podem ser contemplados ali mesmo na bela praia do Sobral.
O evento faz parte das comemorações dos 48 anos de existência da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), maneira encontrada pelos dirigentes de presentear associados, familiares e a sociedade em geral. Presidida pelo major PM Wellington Fragoso, o público também poderá conhecer os serviços prestados pela associação aos alagoanos durante estas décadas de existência.
Os músicos prometem um grande espetáculo, onde ninguém vai ficar parado. O público poderá dançar e se embalar ao som de um repertório recheado de clássicos da música nacional e internacional. Se depender da versatilidade da Orquestra Nostalgia a festa será garantida.
E por falar em repertório, um aperitivo é assistir ao DVD da orquestra intitulado “Momentos...”. São 18 canções que lembram você. Quem não se identifica com pérolas como: La Paloma/ La Mer; Gostava tanto de você; Além do horizonte; Eu te amo; Coração de papel; Quando; Chuva de prata; Gostoso veneno; Manhã de setembro; Índia; Dona do meu coração; Faça o que eu digo; If you leave me now; Caça e caçador; Pintura íntima; Eu sou terrível; I Will survive e Dancin Days.“
O baile será um excelente momento para que todos possam interagir e se divertir em um ambiente arejado, espaçoso e com segurança. Oficiais e seus familiares que procuram um evento tranquilo, com boa música e diversão têm a oportunidade de encontrar todas estas qualidades em um local como o Clube dos Oficiais”, garantiu o presidente da entidade, major PM Wellington Fragoso.Aberto ao público, o preço do ingresso para assistir ao show é atrativo. Mesa para quatro pessoas custa apenas R$ 60,00 e individual R$ 20,00.
O espaço é amplo e aconchegante. Quem ainda não adquiriu sua entrada basta procurar a organização do evento. Já os oficiais que são sócios da entidade devem adquirir convites na secretaria do Clube. Mais informações para compra ou reserva de mesas pelos telefones: (82) 3326-3078 e (82) 8851-0551. Será um show memorável. Vale a pena conferir e aplaudir.
A ORQUESTRA - A Orquestra Nostalgia surgiu em 2006 e é liderada pelo maestro Rocha Sousa. Sem qualquer preconceito, a proposta dos componentes é levar ao público um repertório variado com músicas que há décadas emocionam as mais diversas gerações.São vinte músicos, profissionais de alta qualificação. Desses, cinco saxofones, um clarinete, quatro trompetes, três trombones, dois cantores, guitarra, teclado, baixo, bateria e percussão. Todos com o mesmo entusiasmo e dinamismo que garantem emoção e momentos de euforia e nostalgia ao público que assiste ao espetáculo.
O vocal fica por conta de Chico Ratum, uma das grandes vozes das orquestras de salões, interpretando os clássicos românticos da música popular internacional com arranjos elaborados especialmente para sua voz. E para interpretar os grandes clássicos da música popular brasileira a “Nostalgia” conta com a marcante e bela voz da cantora Mira.
Jornal Extra de Alagoas
24.4.12
Trombone & Cia faz shows especiais na Semana do Choro
O Choro é um gênero de música popular e instrumental brasileira.
No dia 23 de abril se comemora o Dia Nacional do Choro, em homenagem ao nascimento de Pixinguinha. Em Teresina, o grupo Trombone & Cia não deixa a data passar em branco e realiza uma série de apresentações gratuitas em pontos culturais da cidade. Dia 23 no Shopping da Cidade, dia 24 no Boteco, dia 27 no Palácio da Música e dia 29 na Ponte Estaiada.
A data foi criada oficialmente em 04 de setembro de 2000, quando foi sancionada lei originada por iniciativa do bandolinista Hamilton de Holanda e seus alunos da Escola de Choro Raphael Rabello. O Choro é um gênero de música popular e instrumental brasileira, cuja característica marcante é o virtuosismo do instrumentista, bem como a sua capacidade de improvisação. Alguns dos chorões mais conhecidos são Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha.
A apresentação no Palácio da Música será às 19h30 do dia 27 de maio (sexta-feira), e contará com grandes convidados especiais, entre eles, Wilker Marques, Anderson Nóbrega, Carol Costa, Josué Costa, Everton Oliveira, Robert Barbosa, maestros Elton e Mazeías, Dr. José Williams, Rosinha Amorim, e a saxofonista Emília Santos.
No dia 29 (domingo), às 17h, na Ponte Estaida, o grupo fará uma Roda de Choro livre. As rodas de choro são reuniões mais informais de chorões, muito diferentes de apresentações e shows. Geralmente acontecem em bares ou na própria casa dos músicos, em que todos se juntam para tocar choro. Não existe uma formação específica e os músicos que vão chegando se juntam à roda.
redacao@cidadeverde.com
http://www.cidadeverde.com/
23.4.12
Show revelará um Pixinguinha pouco conhecido
Roger Marzochi - Agência Estado
São Paulo, 23 - Um show em homenagem a Pixinguinha
tem que ter a música "Carinhoso", um dos seus choros mais famosos. Certo? Não é
o que pensam o Movimento Elefantes, que reúne dez big bands, e o Movimento
Sincopado, que agrupa 11 bandas de choro. Nesta segunda-feira, 23, dia em que se
comemoram os 115 anos de nascimento do maior responsável pela popularização do
choro no país e o Dia Nacional do Choro, os dois movimentos se unirão no Teatro
da Vila, em São Paulo, para tocar os arranjos originais que Pixinguinha fez para
a Orquestra do Pessoal da Velha Guarda, que se apresentava ao vivo no programa
"O Pessoal da Velha Guarda", transmitido pela Rádio Tupi entre as décadas de 40
e 50.
"O brasileiro se esqueceu
da música do começo do século passado e se esqueceu até que ele (Pixinguinha)
escreveu para orquestra. Não vai ter ''Carinhoso'', mas vai ter ''Corta-Jaca'',
da Chiquinha Gonzaga. Vai ser difícil tocar com a linguagem daquela época. Mas
vamos fazer o Brasil escutar o Brasil", diz Vinicius Pereira, líder do Movimento
Elefantes.
Segundo Pereira, o
show será possível porque o Instituto Moreira Salles (IMS) doou ao coletivo a
publicação "Pixinguinha na Pauta", lançada em 2010, reunindo 36 partituras
originais com os arranjos de Pixinguinha, que era também diretor do programa de
rádio. Uma nova publicação, com outras 36 partituras com arranjos do mestre do
choro será lançada até o final deste ano, afirma Beatriz Paes Leme, diretora de
música do IMS. Em 2000, a família de Pixinguinha cedeu ao instituto todo o seu
acervo e, desde então, o material vem sendo catalogado e revisado. Segundo
Beatriz, no acervo há um total de 300 arranjos feitos pelo
Pixinguinha.

Partitura escrita por Pixinguinha,
com sua calegrafia e assinatura, de sua música "Conversa Fiada",
arranjo para o 1º sax alto da
orquestra. A partitura ainda traz a assinatura do saxofonista Luiz
Americano,
que tocou esse arranjo no dia
18/7/1939. (Crédito: Acervo Pixinguinha/ Instituto Moreira
Salles)
Almirante
- O programa era comandado pelo
radialista Almirante e tinha como objetivo resgatar a produção musical
brasileira do final do século 19 e início do século 20, com ritmos como o
maxixe, o tango, a polca, o eschottich e a marcha, dando espaço para a obra de
compositores como Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros e Ernesto Nazareth e
compositores contemporâneos, como o próprio Pixinguinha.
"Pixinguinha tinha uma técnica especial para
escrever arranjo, que é a coisa mais bonita. A essência da música brasileira, da
mistura da cultura europeia com os ritmos africanos aqui, está em Pixinguinha.
Por isso é importante tocar músicas que o público não conhece", diz o maestro
José Roberto Branco, que vai reger no palco cerca de 25
músicos.
De acordo com Beatriz,
do IMS, a grande contribuição que Pixinguinha deu ao arranjo foi o de trazer o
ritmo da percussão para os instrumentos de sopros, escrevendo música pela
primeira vez com a cara do Brasil. "Ele traz nitidamente a marca brasileira. Os
outros maestros que trabalhavam no Brasil eram estrangeiros ou descendente de
estrangeiros, com outra concepção de arranjo, sem julgamento de qualidade. Mas o
Pixinguinha trouxe o ritmo da percussão para o naipe de sopros, essa é a grande
contribuição dele. Colocar a levada nos naipes dos instrumentos, a rítmica
brasileira estava presente nas notas."
Tromba de elefante e pata sincopada
- O Movimento Elefante entrará no
projeto com os instrumentos de sopro; o Movimento Sincopado, com violões,
acordeon, piano, percussão e cavaquinho. E ainda participarão músicos que tocam
violino e violoncelos. "Não terão violinos e violoncelos na mesma quantidade que
o arranjo original exige. Não é fácil montar um projeto como esse sem apoio. Mas
o resultado sonoro é um negócio fascinante", conta Marcel Martins, integrante do
Movimento Sincopado.
Segundo
ele, esse repertório exige não apenas muito estudo para ser executado, mas
também sentimento. "Eu toquei com o Altamiro Carrilho. E ele chegou para o
flautista e disse: ''você está tocando a nota certa no tempo certo, mas não tá
certo, porque falta o sentimento''. Essa música carrega a bandeira sentimental
que demarcaram a característica do povo brasileiro."
Das 36 partituras que fazem parte da publicação do
IMS, foram escolhidas 20 músicas para a apresentação nesta segunda-feira, como,
por exemplo, "Água de Vintém" e "Corta-jaca" (Chiquinha Gonzaga), "Cabeça de
Porco" (Anacleto de Medeiros), "A mulher do bode" (Cardoso de Meneses),
"Conversa Fiada" e "Assim é que é" (ambas do Pixinguinha). No site do IMS é
possível ouvir as gravações originais das músicas que fazem parte do
"Pixinguinha na Pauta" (www.ims.com.br).
Segundo Beatriz, encontrar as gravações originais,
sabendo que o Pixinguinha estava presente naquele momento, foi muito importante
para dar uma ideia da música que ele tinha em sua cabeça ao escrever os
arranjos. "O fato de ter as gravações onde o Pixinguinha estava presente dá uma
referência do som que ele buscava, porque nem sempre a partitura dá conta de
tudo. Isso nos aproxima da música que ele tinha na cabeça. É a mesma coisa se
fosse possível ter a gravação de Bach tocando cravo. A gravação ajuda até para
tocar músicas que não tem gravação, porque ela nos dá um
parâmetro."
Aniversário do
Pixinguinha!
Teatro da
Vila
R. Jericó, 256, Pinheiros, São
Paulo
Segunda-feira,
21h
Preço: pague quanto
vale
Transmissão ao vivo:
www.movimentoelefantes.com
21.4.12
Músicas que ajudam a aliviar a dor
A pesquisadora Eliseth Leão, enfermeira e musicoterapeuta, pesquisa há 15 anos os efeitos da música no tratamento da dor.
Em seu doutorado defendido na Universidade de São Paulo (USP), ela pesquisou a obra do compositor de música clássica Richard Wagner. Encontrou nas partituras do autor alemão um importante auxílio para as mulheres sofredoras de fibromialgia – um tipo de dor majoritariamente feminino, caracterizada por diagnóstico e tratamento difíceis.
“Estudamos 90 mulheres que sofriam cronicamente de dor e elas escutaram músicas de Wagner (em média 40 minutos). Aferimos a intensidade antes e depois das audições, por meio de escalas numéricas”, conta. “A redução da dor e a sensação de alívio foi impressionante”, afirma a pesquisadora.
Segundo Eliseth, o mecanismo que faz da música um “analgésico natural” é simples: enquanto escutam, as pessoas acionam algumas memórias e fazem associações com imagens que têm efeito terapêutico. A estrutura musical ajuda na liberação do hormônio endorfina, ligado ao bem-estar.
“O curioso é que para ter este efeito benéfico, nem sempre a associação com a música precisa remeter a pensamentos positivos”, fala Eliseth Leão.
Na pesquisa sobre a obra de Wagner, a maior parte das pacientes lembrou, com as músicas, de mortes na família, catástrofes e acidentes, associações seguidas por um alívio. Já quando escutavam Luiz Gonzaga ou Tom Jobim – outros autores com efeitos terapêuticos, nas palavras de Eliseth – os pacientes de dor crônica também apresentaram benefícios, mas com associações de passagens boas da vida, praias paradisíacas, luzes coloridas.
“As melodias, as letras, as lembranças trazidas com os sons, sejam boas ou más, podem ajudar os pacientes a encontrar qual foi o ponto de partida do desequilíbrio que provoca as dores (na cabeça, nas costas ou em qualquer outra parte do corpo)”, explica a especialista.
“Para isso, basta escutar a música, ouvindo as letras, as notas musicais, respirando fundo, como se aquele fosse um momento só seu”, ensina. Com base em seus estudos, a enfermeira consegue indicar o playlist que mais ajuda neste processo terapêutico e analgésico contra a dor. Confira:
Trilha sonora
Jesus alegria dos homens Prelúdio para o Ato I da ópera Lohengrin
Carinhoso
Tocando em frente
Tarde em Itaupã
Andança
Falando de amor
Aquarela
Conversa de botequim
Asa Branca
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