11.2.12

CURIOSIDADES DO CARNAVAL CARIOCA


Conheça algumas das curiosidades que ajudaram a construir a história do carnaval carioca:
- Em 1892 o carnaval foi transferido para os dias 26, 27 e 28 de junho, por ser um mês considerado mais saudável. A ordem foi do Ministro do Interior. O povo comemorou nesse ano dois carnavais.
- Em 1910 o carnaval é transferido para junho em função da morte do Barão do Rio Branco. Novamente houve dois carnavais.
- Portela, Mangueira e Unidos da Tijuca são as únicas escolas que participaram do primeiro desfile, realizado em 1932, que continuam em atividade até hoje.
- Na década de 30 a ala das baianas era formada, quase que exclusivamente, por homens. Eles desfilavam nas laterais levando navalhas presas às pernas para defender as agremiações em caso de brigas. Foi só na década de 60 que foi criada a Ala das Baianas com as características atuais.
- Durante o desfile das campeãs de 1970 a mais famosa baiana da Mangueira, Nair Pequena, morreu em plena avenida.
- No carnaval de 1972 o Império Serrano chegou praticamente sem alegorias na concentração. Lá, o carnavalesco Fernando Pinto foi montando folhagens, bichos e coqueiros, transformando os esqueletos das alegorias em uma deslumbrante floresta. A Escola foi Campeã com o enredo "Alô, Alô, Taí Carmem Miranda".
- A Portela é a única escola heptacampeã do carnaval carioca. Ela ganhou todos os títulos disputados entre 1941 a 1947, inclusive.
- Dagmar, esposa de Nozinho, irmão de Natal da Portela, foi a primeira mulher a tocar surdo numa bateria de Escola de Samba.
- O jornalista Irênio Delegado levou, em 1948, uma comitiva de 30 pessoas - entre elas o diretor da Radio Nacional, Victor Costa - até a Serrinha para o lançamento de um refrigerante. Na década de 50, o Império Serrano recebia em sua sede turistas e personalidades para a “Ceia do Samba”. Mas foi só a partir da segunda década de 60 que o "high society" passou a freqüentar as quadras.
- A Portela foi a primeira escola a ser campeã com nota 10 em todos os quesitos. Tal fato ocorreu em 1953, ano da reunificação do samba.
- Nelson de Andrade, ex-presidente do Salgueiro e da Portela, foi o autor do lema usado até hoje pela escola vermelho e branco da Tijuca: "nem melhor, nem pior, apenas uma Escola diferente”.
- Em 1959, contrariando uma norma do regulamento dos desfiles, o Salgueiro, pela primeira vez, não usou as tradicionais cordas. Daí em diante, caiu a obrigatoriedade das cordas envolvendo toda a Escola de Samba.
- José Pereira da Silva, o Mestre André, da Mocidade Independente de Padre Miguel, em um golpe de astúcia, inventou a paradinha da bateria. Certa vez, ele desequilibrou-se, escorregou e os instrumentistas pararam. Mais preocupado com o samba do que com o tombo, o mestre deu um rodopio e fez sinal para o repique que entrou tocando no ritmo. Pronto, criou-se um tipo de “síncope” musical que depois se tornou obrigatoriedade na apresentação de várias escolas.
- No carnaval de 1983, a Caprichosos dos Pilares desfilou no escuro o enredo “Um Cardápio à Brasileira”. Como as notas da escola não foram computadas, ela foi mantida no Grupo Especial. Fato semelhante aconteceu em 1992 com a Escola de Samba Santa Cruz. A partir daí, o regulamento dos desfiles estabeleceu que as escolas devem desfilar mesmo sem luz, mas, neste caso, os jurados devem permanecer na pista.
- A Portela é a única escola que participou de todos os desfiles principais do carnaval carioca de 1932 até hoje, visto que, em 1937 o delegado Dulcídio Gonçalves mandou encerrar o desfile antes que a Mangueira e Unidos da Tijuca se apresentassem. Tal fato faz com que a Verde-e-Rosa não reconheça o resultado final desse desfile.
Governo  do  Rio  de  Janeiro
http://www.conexaoaluno.rj.gov.br/

9.2.12

Osesp assume gestão do Festival de Campos do Jordão

AE - Agência Estado
A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) assume este ano a gestão do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. O secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo, já havia sinalizado, em declarações no ano passado, a intenção de promover a troca do comando na condução do evento, até então a cargo da Organização Social Santa Marcelina.


"É uma questão de política pública de cultura, não tem a ver com qualidade", afirma Ana Flávia Souza Leite, coordenadora da Unidade de Formação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura. Ainda segundo ela, "provavelmente" a maestrina norte-americana Marin Alsop, regente titular da Osesp, será a responsável pela direção artística do evento. "Marin tem experiência e vocação para o festival".

A coordenadora da Unidade de Formação da Secretaria de Estado da Cultura diz que o orçamento do evento para 2012 não está definido, mas os trâmites legais envolvendo a troca de gestão do Festival de Campos do Jordão estão em processo de conclusão. "O Estado implantou o Sistema Paulista de Música a partir de janeiro, operando com novos moldes", diz Ana Flávia Souza Leite. O investimento total da secretaria para a área musical será de R$ 200 milhões em 2012, segundo a coordenadora. A Osesp, o Projeto Guri, Escola de Música do Estado de São Paulo - Tom Jobim (esses dois, geridos pela Santa Marcelina) e o Festival de Inverno de Campos do Jordão são equipamentos que integram o Sistema Paulista.

Na edição anterior do evento, em julho de 2011, a Osesp não ocupou o posto de orquestra residente do festival e realizou apenas o concerto de abertura. A coordenadora da Unidade de Formação da secretaria afirma que a retomada da Osesp como gestora do festival vai promover um maior intercâmbio cultural entre os alunos de música de São Paulo e convidados internacionais dado o prestígio da orquestra.

O Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão é voltado, principalmente, para atividades pedagógicas e promove também atrações para o público. No ano passado apresentou 55 concertos e teve 164 bolsistas. Em termos numéricos, foi considerada uma edição mais enxuta em relação às anteriores. Seu orçamento anunciado na época foi de R$ 5,5 milhões.

Segundo Ana Flávia, a Osesp assume festival "com todo seu corpo operacional", mas ela ressalta que o orçamento do evento é independente do que é destinado à orquestra, que tem sua sede na Sala São Paulo. O evento utiliza também recursos captados por meio de Lei de Incentivo do Ministério da Cultura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

7.2.12

TUPÃ FOLIA 2.012


MUSEU FOLIA

Data: 15/2/2012
Na abertura do “Museu Folia”, a Orquestra Municipal Júlio de Castro e o grupo de teatro Fênix se apresentarão no espaço expografico da instituição. A intenção é mostrar para o público que o museu é um espaço aberto e dinâmico, além de relembrar momentos de folias em carnavais passados do município.
Local: Espaço Expositivo do Museu H. P. Índia Vanuíre (rua Coroados, nº 521, Centro – Tupã/SP)
Horário: às 20h
Informações: (14) 3491-2333
Entrada: gratuita



6.2.12

Para Todos: Bons e Baratos




  • Primeiro eles resolveram o problema da lei do mais forte baseado na estatura física: Inventaram a pólvora e todos tornaram-se iguais perante a estatura e diferentes mediante o poder de fogo. Agora, ao fabricar instrumentos musicais e vendê-los a baixo custo em todos os mercados do planeta, eles resolvem o problema de acesso da população de baixa renda ao mundo sonoro dos instrumentos musicais.

É notório entre os consumidores que hoje existem uma grande oferta de instrumentos musicais (cordas, sopro, percussão e eletrônicos), disponíveis nas lojas do gênero. São diversas marcas novas expostas nas lojas: Michael, dovi, shelter, etc. Não importa o quão europeu ou americano seus nomes soem; eles tem uma origem em comum: made in China.

Até bem pouco tempo atrás, mais ou menos uns 5 a 10 anos, existia um certo dissabor quando mencionava-se a origem de um instrumento musical como Chinês. Hoje, após praticamente o núcleo de produção da Lutheria mundial ter deslocado-se das tradições Européias para a China esse conceito mudou radicalmente.

  • Nos últimos anos o mercado mundial de instrumentos musicais foi tomado de assalto, principalmente quanto aos instrumentos especiais para alunos no nível elementar – graças a uma combinação de uma série de melhorias na qualidade, bem como os baixos preços de venda.

Saxofone Tenor chinês importado - demostração

De fato, a importação e comércio de instrumentos chineses se tornou um negócio tão amplo, que é praticamente impossível dizer todos as marcas sob as quais os mesmos são vendidos. Vários destes instrumentos saem da China sem uma marca; e os distribuidores e lojas colocam uma marca nele que sugestionem sua origem.

Algumas lojas se dão ao trabalho de customização do instrumento. Algumas irão comprá-los e terão todo o trabalho de envernizá-los e regulá-los. Outras irão harmonizá-los. E outras simplesmente farão a aplicação de uma etiqueta e instalarão as cordas. Uma vez que tais etiquetas estejam no lugar; será virtualmente impossível rastrear sua origem.

  • Existem muitos Luthiers que costumam importar o instrumento cru da China e fazem o acabamento em seus próprios Ateliês. Esta prática permite por exemplo, que um Luthier na Alemanha afirme que a origem de tal instrumento é Alemã, visto que 40% do trabalho – o mínimo legal – é feito lá.
Guitarra modelo Gilbson importada da China

Para os consumidores e negociadores que se dão ao trabalho de identificar a origem de seus instrumentos, a profusão – e confusão – de nomes e marcas se tornam um verdadeiro desafio. Por sorte, colocando-se no papel as estatísticas quanto a qualidade destes instrumentos percebe-se que a qualidade dos mesmos é boa, especialmente quando falamos de instrumentos que apresentam um nível para estudos.

A Mudança.

Não muito tempo atrás, os instrumentos Chineses ganharam a reputação de instrumentos que não eram muito melhores do que lenha para fogueira. O enorme aumento da qualidade deles é um exemplo claro de como o advento da economia de livre mercado bem como a globalização na China, mudou tanto a industria Chinesa e o comércio ocidental.

  • No passado, as fábricas de instrumentos na China eram dirigidas e controladas pelo Partido Comunista, que, como é de se imaginar, não entendem nada de instrumentos musicais. Por isto a qualidade tão pobre da produção inicial, anos atrás.

No entanto, com a abertura do mercado bem como as reformas políticas e econômicas do país, tais empresas foram obrigadas a se adequar e começar a gerar lucro – imposto pelo governo – até o ano 2003. Tal mudança se deu de uma maneira impressionante tanto na qualidade bem como com os preços acessiveis. Eles iniciaram uma escalada na qualidade de seu produto e conseguiram manter os preços bastante baixos. Para os estudantes iniciantes é a melhor opção, pois você pode comprar instrumentos tão bons quanto os Europeus, por algumas centenas de dólares.”

A aceitação dos instrumentos chineses tem se tornado cada vez maior de maneira consistente; um fato novo que está afetando a todos os fabricantes, mas que também está mostrando resultados benéficos em uma nova geração de aspirantes a estudar um instrumentos musical. Existem poucas dúvidas que em um médio período de tempo, esta boa qualidade irá também se estender para instrumentos para estudantes médios e avançados.

  • Por causa da existência dos instrumentos chineses bons e baratos, o numero de jovens que iniciam seus estudos em um instrumento musical, tem se multiplicado nos últimos anos
    Rocha  Sousa.


    Compilado do Blog do Maestro