31.3.12

Jornal de Tupã lembra o Maestro Julio de Castro


Jornal de Tupã -on line- Postou   edição de  02/outubro/1973  da  Folha  do  Povo com  matéria  sobre  o  nosso Patrono  Maestro Júlio de Castro ==>  Confiram   no link  abaixo

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30.3.12

Muita experiência na produção independente


Eduardo Weber | 18.03.2012
Nos anos 80, Mario Adnet criou a orquestra vocal “Céu da boca”, com a qual gravou dois LPs. Hoje, com 30 anos de carreira, assina 15 discos como intérprete, compositor, arranjador e produtor. Agora, lança um trabalho que traz a parte menos conhecida do poeta Vinícius de Moraes, a parceria com alguns dos mais importantes músicos do país: Claudio Santoro, Moacyr Santos, Pixinguinha e Baden Powell.

O CD “Mario Adnet, Vinícius e os Maestros” traz versos do poeta em músicas dos quatro mestres. Um trabalho conceitual, no qual Mario Adnet estabelece ligações musicais para suas escolhas: “Pixinguinha foi maestro de orquestra da rádio onde o spalla era Claudio Santoro, que veio a ser professor de Moacyr Santos, que por sua vez teve como aluno Baden Powell.“ ”Lembre-se”, “Acalanto da rosa”, “Lamento” e “Canto de Xangô” são músicas tocadas nesta edição e que reforçam as ligações feitas por Mario Adnet.

Nelson Ayres
é um dos mais ativos músicos de São Paulo. Formou várias big bands, compôs trilhas diversas, jingles insuspeitos e criou um dos mais respeitados grupos instrumentais da cidade, o “Pau Brasil”, ao lado de Roberto Sion e Paulo Belinatti. Além disso, gravou vários discos e foi o diretor artístico e regente titular da Orquestra Jazz Sinfônica.

Em seu novo trabalho, com piano, baixo e bateria, Nelson Ayres volta-se à formação iniciada na bossa nova, continuou na MPB e consagrou trios que se tornaram clássicos, como “Tamba”, “Jongo”, “Zimbo” e “Bossa 3”. Na volta de sua paixão original, o piano, Nelson Ayres está na companhia de Alberto Lucas (contrabaixo) e Ricardo Mosca (bateria) lançando o CD “Paixão”, cuja faixa título conta com a participação do cantor Renato Braz.

Nesta edição, Solano Ribeiro revela: “Lançada por mim em 1985 no Festival dos Festivais, que realizei para a TV Globo, Leila Pinheiro se tornou uma das grandes cantoras do país. Consagrada, se volta para suas origens e viaja pela música do norte, do Pará, como ela diz ‘rica e bela, como a floresta amazônica’.”

O trabalho que Solano se refere de Leila Pinheiro é seu novo disco, “Raiz”, cujo repertório é formado, entre outras, por “Eu agradeço ao céu” (Zeneida Lima), “Longe perto” (Nilton Chaves / Joãozinho Gomes), “Karissu murace” (Marco Bosco), “Ditados impopulares” (Elkiakin Rufino) e “Nosso ar” (Zeneida Lima), músicas que a cantora, nascida em Belém, se envolve e se deixa levar pela canção de sua terra natal, fazendo leitura com influências recebidas ao longo de sua carreira, por aqueles que amam o verde, amam a floresta, amam a vida.


  • Programa 287 (2012-03-19) - Parte 1
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Solano Ribeiro e a Nova Música do Brasil

Muita experiência na produção independente
Apresentado originalmente em 04 de março de 2012
Apresentação: Solano RibeiroDireção: Eduardo Weber




portal de música brasileira

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28.3.12

Orquestra Filarmônica de Rio Claro promove Música em Cena


A cada noite convidados especiais apresentarão grandes temas e canções
A cada noite convidados especiais apresentarão grandes temas e canções

Com a realização da Orquestra Filarmônica de Rio Claro e Secretaria Municipal de Cultura, o Casarão da Cultura dá início nesta quinta-feira, dia 29, às 21 horas, ao projeto Música em Cena. 


Até o final do ano, sempre quinzenalmente, o pianista Luciano B. Filho e banda convidarão instrumentistas e cantores para uma grande festa, com o melhor da música instrumental, jazz, MPB e bossa nova. 


A cada noite convidados especiais apresentarão grandes temas e canções. O evento acontece sempre às 21 horas, com entrada franca. 


Música em Cena é uma realização da Orquestra Filarmônica de Rio Claro e da Prefeitura Municipal e conta com o patrocínio da Fricock, Beta Plan e Jog Music. 

Ulisses Rocha se apresenta em São José neste fim de semana


Show acontece no próximo sábado no Sesc São José dos Campos
No dia 31, sábado, às 18h, o músico Ulisses Rocha faz apresentação no Sesc São José dos Campos. Ao longo dos seus 25 anos de carreira, Ulisses Rocha consolidou-se como um dos expoentes da música instrumental e do violão no Brasil e no exterior.
Ex-integrante do Grupo D’Alma, trio de violões que inspirou John MacLaughlin, Paco de Lucia e Al di Meola, foi indicado duas vezes para o prêmio Sharp nas categorias de melhor música instrumental e melhor solista.
Participou de vários festivais de jazz como o de Paris, Montreal, Quebec, New York e o Free Jazz Festival, no Brasil.
A apresentação faz parte do projeto “Casa do Jazz” uma série de shows que apresenta ao público diferentes vertentes do Jazz, em fusão com a Bossa Nova e a Música Latina.
Nos meses de março e abril, a banda de Chico Oliveira convida um músico diferente a cada encontro, sempre aos sábados, às 18h.
Chico atua como arranjador e trompetista. Acompanhou Hermeto Pascoal, Gonzaguinha, Jorge Bem Jor, Dione Warwick e Elba Ramalho. É criador a regente da Big Band Metalmanera.
O show será na Área de Convivência do SESC. Entrada franca. Recomendação etária 12 anos.

27.3.12

"Ai se eu te pego" Desabafo Analítico





AcordesGraus da Escala
I'm Yours (Jason Mraz)BF#G#mE|IVviIV
This Time for Africa (Shakira) CGAmF|IVviIV
Wavi'n Flag (K'naan)CFAmG|IIVviV
Ai se eu te pegoBF#G#mE|IVviIV

Qual a diferença entre essas 4 musicas?
Compare o conteúdo da letra. Se você não souber inglês existe o Google tradutor. Harmonicamente comparando, até um não musico consegue observar que as 4 musicas são muito semelhantes. Ritmicamente s ão bem diferentes. Mas no que diz respeito ao trabalho poético da letra, elas são iguais?
Quem é musico com certeza já consegue ver aonde eu quero chegar escrevendo isso. As três primeiras musicas têm um grande conteúdo em suas letras. A ultima fala de simplesmente de uma festa(balada) e de possivelmente pegar alguém e "tudo" isso com o mínimo de letra.
Vemos essa musica "estourar" como hit nacional e internacional. Ser sucesso de vendas no iTunes Europeu. E até protagonizar um ridícula dancinha de uma das tropas de Elite do exercito Israelense. Com certeza é um orgulho para o interprete/compositor. Sinceramente, ela dói na minha mente.
I'm yours, This time for Africa e Wavin' flag são musicas que trazem um grande sentido até filosófico em suas letras, que transcendem nosso tempo. Com certeza daqui a 10 anos elas não serão tão conhecidas, mas ainda serão admiradas.
Sempre existiu na historia da musica(erudita e popular) obras harmonicamente semelhantes, mas sempre coube ao compositor colocar elementos que fossem marcantes e diferenciassem as peças. Coube a todos os grandes e não tão grandes compositores antigos e contemporâneos a tarefa de fazer algo diferente. Sempre mais moderno, mas pesquisando ou relembrando o que já se foi feito.
Obvio que é uma briga desleal, no sentido "popular", entre musica erudita e a popular. Mas, se considerarmos o sentido artístico (pois por mais incrível que pareça, a musica é uma arte), a musica erudita é eterna.
Claro que existem musicas e compositores populares eternos. Sempre Luiz Gonzaga vai ser o rei do baião. Sempre ira se falar em Tom Jobim como o ícone da bossa nova. E muitos outros que estão e são, e outros que já passaram. E poucos ou quase nenhum se usou de erotismo para fazer sucesso eterno.
Eu, particularmente falando, também gosto de musicas populares, vários ritmos. Mas, diferentemente de muitas pessoas, filtro tudo o que escuto. Claro que questões de gosto não se discutem, principalmente quando envolvem mau gosto. Bruno Medina em sua "Carta aberta a Michel Teló", tão criticada, escreve:

"[...]Aliás, não seria mau se você resolvesse passar logo todo o ano de 2012 viajando pelo mundo. Nada pessoal, é só uma precaução com o meu cérebro. Para terminar, um único pedido: da próxima vez que gravar uma música, em prol da sanidade mental de milhões de pessoas, por favor, considere não criar dancinhas"

Prevejo uma musica sendo "baianisada" e virando um dos hits do carnaval em todo o pais. Pessoas se devorando por conta de um refrão paupérrimo em todos os sentidos.
Espero que num futuro não muito distante as pessoas tenham cultura suficiente para selecionar melhor o que ouvem.
Sertanejo Universitário de Plástico.


26.3.12

'Música Depois da Missa', apresentação Orquestra Caneleiro



No palco do Palácio da Música, com sax, trombone, trompete. Evento com entrada franca


Neste domingo (25/03), às 11h, a Big Band Caneleiro leva um repertório de metais (sax, trombone, trompete) ao palco do Palácio da Música, dentro do projeto Música Depois da Missa, com entrada franca. São fins de semana com música de qualidade sempre com entrada franca.
A orquestra foi criada com a finalidade de tocar música instrumental e manter viva a tradição das grandes orquestras (big bands) no brasil. Nessa nova versão, totalmente autônoma, conta com a reunião de grandes músicos que atuam no cenário musical teresinense.
O projeto Música Depois da Missa é uma realização da Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves e da Associação dos Amigos da Orquestra Sinfônica de Teresina, e tem como objetivo incrementar as manhãs de domingo, logo após as missas, com atrações culturais de qualidade e, o melhor de tudo, gratuitamente. Todas as semanas, dezenas de pessoas comparecem ao evento para desfrutar apresentações de grandes músicos. O Palácio da Música fica localizado no cruzamento das ruas Treze de Maio e Santa Luzia, N° 1241, centro.
Confira a programação do Música Depois da Missa para o mês de abril:
1° - OST
15 - Concerto didático da OST
22 - Duo Quarteto e Quinteto Experimental de Teresina
29 - Vagner Ribeiro e Valor de PI

 http://180graus.com/

25.3.12

Quer conhecer boa música? Vá aos shows


O Estado de S.Paulo
A cabo de chegar do Rio de Janeiro onde assisti à estreia carioca da turnê Chão, o mais recente trabalho do pernambucano Lenine. O CD é cheio de interferências sonoras que comentam e ilustram as canções. Um canário belga chamado Frederico foi um dos responsáveis por todo esse movimento. Durante as gravações da faixa Amor É pra Quem Ama o canário cantou loucamente, interagindo com a melodia. Ganhou participação especial no disco e ainda levou Lenine a buscar outras intervenções: uma cigarra, uma chaleira, uma motosserra, passos... E, inquieto como ele é, resolveu que o show só seria perfeito se esses sons pudessem percorrer o teatro levando para o público a experiência completa. Assim foi. No histórico teatro Casa Grande no Leblon pude ouvir Frederico, a cigarra e a chaleira ao lado das guitarras e outros bichos do genial Jr.Tostoi e do baixo e outras inúmeras invenções suingadas de Bruno Giorgi, um dos filhos de Lenine e produtor de Chão.

Esse cuidado com o espetáculo, que teve direção de arte de Paulo Pederneiras (Grupo Corpo), reflete o cuidado com a obra e o respeito com o público. Lenine é um desses inventores de sons, um artista completo. Um cantautor que sabe como poucos se reinventar. E não por acaso tem na plateia um ícone como Milton Nascimento, a voz do famoso bordão: "Todo artista deve ir até onde o povo está".
Saí de lá pensando em tantos shows que eu já vi. Lembrei de Vanessa da Mata que hoje canta pra milhares de pessoas, se apresentando pra meia dúzia num teatrinho de escola de inglês na Vila Madalena. E lembrei do show de Chico Buarque em São Paulo em grande temporada como quase nenhum outro artista faz hoje em dia. Crônicas em profusão nos jornais. Homens enciumados falando da barriguinha dele, mulheres suspirando por seus olhos. E os versos? Imbatíveis. Na plateia gerações se rendendo aos encantos do nosso bardo maior. Helio Flanders, Criolo, Cida Moreira, Karina Buhr, todos igualmente emocionados com o mestre, aquele mesmo que já disse que a canção morreu...
Karina me contou que assistia aos shows do Chico no Recife pulando os muros e toureando seguranças. Ela e as amigas do colégio, ainda de uniforme, também viram o show de Tom Jobim e a Nova Banda e ganharam autógrafo numa embalagem de biscoito.
Não há melhor ocasião pra entender a obra de um artista do que o show. Nem mesmo os discos gravados ao vivo substituem essa experiência. É ali que se dá o recado completo. Com o figurino, a iluminação, o cenário, a conversa musical com os músicos da banda, e essa cumplicidade pode ser apreciada, vivenciada pelo fã. Porque o que acontece no estúdio, ou no momento da composição, a gente só pode imaginar. E muitas vezes, imagina errado. Exemplo divertido é de um clássico da música pop que ganhou versão bossa and roll de Rita Lee: Every Breathe You Take, do Police. Quase todo mundo que ouve ou cantarola essa balada pensa num deliciosa história de amor. Pois o autor, Sting, tinha na cabeça um personagem obcecado, quase um psicopata.
Mas é como diz nosso velho Chico, não importa se ainda estão juntos a pequena de cabelos cor de abóbora e o senhor de cabelos brancos, o blues já valeu a pena.
Pensando em tudo isso, termino esse texto correndo pra assistir no pequeno auditório do Sesc Vila Mariana ao show de Gui Amabis. Produtor de muita gente bacana da novíssima turma, ele agora se lança cantor e compositor e está fazendo bonito. Seu CD de estreia, Memórias Luso Africanas, tem participações de Céu, Tulipa Ruiz, Criolo, Lucas Santana, só gente boa. Vou lá pra ver. Ao vivo é sempre melhor.
Patricia Palumbo & MPB

http://www.estadao.com.br/noticias/