30.5.12

Festival de Música Instrumental invade o Conservatório Pernambucano de Música

Saracotia, Mandinga e Grass Brasil são algumas das atrações do festival que acontece de sexta (1) ao domingo (3)

Publicado em 29/05/2012, às 07h56

Beatriz Braga

O Conservatório Pernambucano de Música se prepara para apresentar o Festival de música instrumental. A partir da próxima sexta-feira (1), o estúdio da instituição se transforma num reduto de concertos instrumentais, passeando pelo jazz, blues, MPB e os clássicos nordestinos. São três dias seguidos de shows abertos ao público, com convidados da terra e de outros lugares do País. 
As atrações do primeiro dia são o pernambucano Renato Bandeira e o Duo Taufic, formado por Roberto e Eduardo Taufic, do Rio Grande do Norte. No sábado, Léo Lira representa o Estado e divide a noite com Grass Brasil, dos paulistas Marcelo Modesto, Elthon Silna e Pipoquinha. A despedida do festival, no domingo(3), está toda pernambucana, com as bandas Saracotia, de Rodrigo Samico, Márcio Silva e Rafael Marques, e Mandinga, de Fred Andrade e Ebel Perrelli. 
A música instrumental tem– além de representantes para subir aos palcos –, uma plateia fiel em Pernambuco. É de olho nesse cenário em expansão, que o diretor geral do Conservatório, Sydor Hulak, justifica o novo festival. Para ele, o evento pode ser considerado uma prova da popularidade deste estilo.
“A música instrumental está com um público muito consolidado e forte no Recife. Nós do CPM estávamos devendo um evento como esse para o público do segmento”, diz Sydor. A expectativa é que pelo menos 200 pessoas prestigiem o evento todos os dias. Ao longo das apresentações, duas músicas de cada banda serão gravadas para o CD do festival, produzido em parceria com o projeto CPM gravações.
Leia  a matéria completa na edição do Caderno C desta terça-feira (29). 

SERVIÇOS

Festival de Música Instrumental ? às 19h, na sexta (1), e 17h, no sábado (2) e domingo (3), no Conservatório de Música Pernambucana (Av. João Barros, 594, Boa Vista). Entrada franca.

Jornal do Commercio

29.5.12

Música afeta desempenho no treino, aponta estudo


Quem deseja otimizar o treino não precisa apenas investir em roupas mais leves e tênis adequados. A playlist que você escuta enquanto malha, corre ou caminha afeta, e muito, seu desempenho. Portanto, ela deve ser montada levando em consideração qual exercício você realizará e o bpm (batimento por minuto) de cada canção. É o que aponta o estudo de Marcelo Bigliassi, publicado na Revista Brasileira de Psicologia do Esporte.
O pesquisador recomenda incluir na lista de músicas para malhar as que trazem alguma boa recordação Mas para montar uma listagem com músicas adequadas para a atividade é preciso selecionar as canções levando em consideração o gosto pessoal e o quanto a canção é motivadora. "A pessoa deve escolher uma música que ela se sinta confortável ouvindo e, caso ela não tenha como medir o bpm e avaliar se é uma boa escolha, o ideal é que ela tenha pelo menos o batimento próximo da sequência de passadas que ela dá", recomenda Bigliassi.
Não existe nenhum estilo musical proibido para se ouvir durante os treinos. Bigliassi indica acrescentar na listagem músicas que lembrem alguma recordação boa e revigorante. "É uma música que assim que começa a tocar estimula e dá um gás para que a pessoa continue fazendo a atividade", determina.
Ouvir música durante a prática de atividades é recomendado com base em estudos de processamento paralelo. "À medida que a pessoa faz um exercício ela foca mais no que escuta do que nas pequenas dores e no cansaço que a atividade traz", revela.
Músicas de caráter inspirador também podem ajudar a dar um ânimo para levantar do sofá e ir para a academia. "A Eye of The Tiger, trilha do filme Rocky Balboa, por exemplo, já foi alvo de diversos estudos, pois ela passa uma mensagem positiva e quando usada antes de praticar uma atividade apresenta melhorias nessa atividade", explica.
Medir o bpm

Diversos aplicativos podem ser baixados na internet para identificar qual o batimento por minuto de uma canção, mas ainda assim mostrar a lista ao professor de Educação Física é uma das melhores opções. "A pessoa deve procurar um profissional com conhecimento para se certificar se as músicas escolhidas são adequadas ao treino que ele realiza", destaca ele.
Uma música ideal para uma corrida de maior intensidade deve ter, em média, uma variação de 120 a 145 bpm. Já uma caminhada moderada, entre 115 e 125, enquanto uma caminhada leve deve ter até 100 bpm.
Ainda que escutar uma música com o bpm incorreto para atividade física possa afetar o treino, ela não traz nenhum tipo de prejuízo para o corpo. "Mas nem sempre ouvir uma música dessas é ruim, pois durante uma atividade a pessoa pode usar uma música não sincronizada, mas ter os batimentos cardíacos aumentados por essa canção ser motivacional e aumentar a ativação para a tarefa", pondera o autor do estudo.
Músicas diferentes para cada treino
Para quem treina musculação, mas não deixa o treino aeróbio de lado, o ideal é separar os treinos em duas playlists, pois cada exercício tem uma execução rítmica diferente. "A corrida tem uma batida, enquanto a musculação tem outra. Quando a pessoa está fazendo um treino de hipertrofia, uma música muito rápida sai da pulsação rítmica do próprio exercício e isso não é adequado", destaca Carlos Hernan Guerrero Santana, membro do Conselho de Educação Física de SP.
Bigliassi indica músicas motivacionais para os treinos de musculação. "É muito difícil sincronizar uma música com as repetições de cada exercício, teria que colocar uma canção muito lenta e o caráter motivacional fica perdido", alerta.
Para quem costuma fazer um treino de alongamento antes de iniciar outras atividades, essa playlist também deve ser composta de músicas diferentes e mais calmas.
Playlists prontas
O iTunes, reprodutor de áudio desenvolvido pela Apple, dispõe de diversas playlists que podem ser baixadas para a prática de diferentes tipos de exercícios. No entanto, Bigliassi alerta que as músicas selecionadas nem sempre têm a mesma qualidade motivacional para cada um. "Não existe uma única canção que motive a todos. É uma escolha muito pessoal", explica.
Além disso, existe a questão da sincronização dos movimentos. "A música proposta pode oferecer uma intensidade diferente, pois mesmo que eles tenham elaborado a listagem pensando numa frequência de passadas média, isso varia de pessoa para pessoa”, define.

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28.5.12

III Festival Internacional Carlos Gomes, de 21 e 29 a julho, em Campinas



divulgação

Com oficinas, recitais e concertos, promovendo intercâmbio de instrumentistas e estudantes de música do Brasil e Exterior
da redação | 28-05-2012 08:30:18
Aos ritmos e ruídos conhecidos da cidade, a música vai soar incidentalmente. Nas esquinas, ruas, praças, teatros, salas de estudos, se ouvirão notas, acordes, melodias conhecidas ou não. Instrumentistas de diferentes gerações e origens vão falar uma só língua durante o III Festival Internacional Carlos Gomes.
Com foco na formação de novos instrumentistas e na difusão da música instrumental de qualidade internacional no interior de São Paulo, a terceira edição promoverrá oficinas, jam sessions, concertos e recitais com 25 solistas/professores convidados do Brasil, Argentina, Uruguai, México, Estados Unidos, Portugal, França, Espanha e Inglaterra, além de orquestras e bandas sinfônicas de Campinas e região.
As aulas de violino, viola, violoncelo, baixo, flauta, clarineta, fagote, oboé, saxofone, trompa, trombone, trompete, tuba, euphonium e percussão serão ministradas no formato máster-class, nas dependências do Departamento de Música da UNICAMP, de 23 a 27 de julho (segunda a sexta), e contarão com a participação de grupos, bandas e orquestras que se apresentarão no decorrer da semana do evento, acompanhados dos solistas/professores convidados.
São 250 vagas, com inscrições a preço bastante acessível: R$ 100,00, que poderão ser feitas em breve no novo site: www.festigomes.com, que está em finalização. Dúvidas sobre as oficinas e inscrições podem ser tiradas através do e-mail: contato@festigomes.com.br.
O caráter formativo do Festival vem da proposta dos curadores do evento, os músicos Wilson Dias, Paulo Ronqui e Fernando Hashimoto, que têm em mente que não basta fornecer palco para que se concretize uma ação efetiva de estímulo e difusão da música instrumental.
Tendo como tema o conceito de “Incidental”, esta terceira edição terá a participação de músicos como David Spencer (trompete, Estados Unidos), membro fundador e principal trompetista no Memphis Brass Quintet; Pablo Fenoglio (trombone, Argentina), integrante da Orquestra Sinfônica Nacional da Argentina; Mauricio Soto (trompa, Uruguai/México), trompista principal na Orquestra Filarmônica de Querétano, no México; Thomas Leleu (tuba, França), principal tubista na Marseille Philharmonic Opera; entre outros
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27.5.12

Cientistas identificam os mais antigos instrumentos musicais já encontrados Flautas feitas de marfim e ossos de aves achadas na Alemanha teriam mais de 40 mil anos de idade


Pesquisadores identificaram objetos que acreditam ser os mais antigos instrumentos musicais já descobertos pelo homem. As flautas, feitas de ossos de aves e marfim, foram encontradas em uma caverna no sul da Alemanha que contêm evidências de ocupação do homo sapiens.
Método usado para determinar idade das flautas foi o de identificação de carbono - BBC/ReproduçãoBBC/Reprodução
Método usado para determinar idade das flautas foi o de identificação de carbono
Os cientistas usaram o processo de identificação de carbono para determinar a idade das flautas, que teriam entre 42 mil e 43 mil anos. As descobertas foram publicadas no Journal of Human Evolution.
A equipe liderada pelo professor Tom Higham, da Universidade de Oxford, comparou as flautas com ossos de animais encontrados na mesma profundidade em que os instrumentos foram encontrados. Com isso, foi possível determinar há quanto anos os objetos permaneceram na caverna de Geissenkloesterle.
O professor Nick Conard, da Universidade de Tuebingen, que descobriu o até então mais antigo instrumento musical em 2009 - também flautas -, também participou das escavações. "Os resultados dão consistência à hipótese de que o rio Danúbio foi um corredor fundamental para o movimento de humanos e para o desenvolvimento tecnológico na Europa central há 50 mil anos atrás", disse.
De acordo com os pesquisadores, os humanos teriam entrado na caverna antes de uma queda muito acentuada na temperatura, ocorrida entre 39 mil e 40 mil anos atrás. Antes, os cientistas achavam que a migração teria ocorrido depois deste evento.
Ainda segundo Conard, a caverna de Geissenkloesterle "é uma das muitas da região onde foram encontradas exemplos importantes de ornamentos pessoais, arte figurativa, imagens mitológicas e instrumentos musicais".
Especialistas dizem que instrumentos musicais eram usados para atividades de recreação ou rituais religiosos. Cientistas, porém, também dizem que a música pode ser um indicativo do comportamento de ancestrais da nossa espécie, que ajudou o homo sapiens a superar o Neanderthal - que se extinguiu na Europa há 30 mil anos.

/Ciência
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