15.5.12

Música instrumental segue em plena forma (Festival)

15.05.2012
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Alunos de Miquéias dos Santos: multi-instrumentista é atração do festival do CCBNB
FOTO: VIVIANE PINHEIRO
VII Festival da Música Instrumental começa amanhã, com atrações em Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sousa (PB)

Ainda que quase sempre longe dos holofotes da grande mídia, a música instrumental tem um público fiel e crescente. O Festival da Música Instrumental, por exemplo, chega a sua sétima edição em 2012, com a participação de instrumentistas dos nove estados do Nordeste, além de representantes de São Paulo, do Distrito Federal e da Argentina.

O evento começa amanhã e segue até o dia 16 deste mês. A programação gratuita ocupa os CCBNBs (Centros Culturais Banco do Nordeste) Fortaleza, Cariri (em Juazeiro do Norte) e Sousa (PB). No total, serão 55 concertos e oito passagens de som abertas, além de oficinas de formação artística, troca de ideias e um acervo especial nas bibliotecas dos CCBNBs.

A organização promete para este ano um festival mais ousado, valorizando a diversidade não só de sons, mas também de instrumentos. Orquestras e grupos de percussão que trabalham com reciclagem de materiais, transformando em música garrafas pet, vidros e latas jogados no lixo estarão na programação. Já a tradicional sanfona terá um destaque especial, em homenagem ao centenário de nascimento de Luiz Gonzaga.

O cearense Miquéias dos Santos, que este ano toca pela terceira vez no festival, não espera que a música instrumental chegue ao mesmo patamar da música vocal, que recebe mais atenção da mídia. "No entanto, percebo que o cenário de 10 anos atrás era bem menor. Tínhamos bons músicos, mas poucos eventos", lembra. Hoje em dia, há shows toda semana, seja no Centro Dragão do Mar, no CCBNB e até mesmo em bares. "E sempre dá público", completa.

Professor de baixo e violão há mais de quinze anos, Miquéias viu a procura por aulas particulares aumentar após a popularização de eventos de música instrumental. Além disso, se prepara para gravar o primeiro CD solo e, assim como outros colegas de geração, conseguiu patrocínios de marcas nacionais para instrumentos, cabos e acessórios.

"O mercado está crescendo, e o Ceará exporta muitos músicos, não só populares, mas também eruditos", afirma Marta Carvalho, organizadora do III IB&T Bass Festival em Fortaleza, que acontece nos três primeiros dias do Festival de Música Instrumental. Essa programação é especialmente dedicada aos amantes do contrabaixo, com músicos contemplando gêneros e estilos distintos, com repertórios que incluem jazz, samba, soul, funk, groove e rock.

O evento conta com a participação de 19 baixistas cearenses e outros de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Ao todo, são 50 músicos em ação, contando com as bandas de apoio. Estarão no palco desde nomes da primeira geração dos graves, como Luís Miguel e Jerônimo Neto, até jovens alunos em formação.

A seleção dos músicos resulta em um painel que mostra a evolução do contrabaixo na música instrumental. "É um instrumento que vem crescendo e mudando seu papel. Antes, ele sempre aparecia atrás, junto com a bateria. Hoje, ele evoluiu e se destaca", conta Marta. Prova disso é a apresentação solo do baixista paulista Ronaldo Lobo.

O IB&T Bass Festival é realizado desde 2004 em várias cidades brasileiras e chega pela terceira vez à Fortaleza. Trata-se de uma parceria do CCBNB com escolas de música de Fortaleza (CMAN, Guitartrix, Musimania, Tocata, Tom Maior e Tônica), proporcionando essas aulas-shows que têm por objetivo valorizar, favorecer, formar, destacar e unir alunos, professores, músicos e público em geral.

A capital cearense é a única onde as escolas se unem na promoção do IB&T Festival. As propostas se multiplicam. Em novembro será realizado, pela terceira vez, um evento especial em torno do violão. Há planos ainda para programações específicas para a guitarra, a bateria e o canto.

Mais informações:

VII Festival da Música Instrumental. De hoje a 26 de maio nos CCBNBs Fortaleza, Cariri e Sousa. Gratuito. Programação completa disponível em http://www.bnb.gov.br/cultura

CADERNO 3
Diario do Nordeste
http://diariodonordeste.globo.com/caderno.asp?codigo=3

Saxofonista Mané Silveira lembra o genial “Bird” no Almanaque Café

"Especial Charlie Parker" continua na programação das terças de maio
O "Especial Charlie Parker", realizado no Almanaque Café, bar e restaurante localizado em Barão Geraldo, apresenta nesta terça (15) o saxofonista Mané Silveira, acompanhado do grupo Alma Trio, a partir das 21 horas.
A série é uma homenagem ao grande saxofonista de jazz americano, que ao lado do trompetista Dizzy Gillespie, foi o criador e a principal voz instrumental do bebop, estilo sofisticado com o qual o jazz se tornoumúsica "para ouvir", substituindo a música "para dançar" que havia sido a marca das big bands dos anos 1940.
O especial promovido todas as terças do mês de maio, revisita a intensidade, a liberdade e a virtuosidade do saxofonista que ficou conhecido por Charlie “Bird” e influenciou de forma incalculável o jazz.
Sobre Mané Silveira
Saxofonista, flautista e compositor, tem sua trajetória ligada a grandes nomes da música instrumental brasileira. Desde 1980 participa ativamente de vários grupos importantes ligados à criação musical como Arrigo Barnabé e Banda Sabor de V Pé Ante Pé, Freelarmônica, Sax sob as Árvores, Trio Bonsai, Orquestra Popular de Câmara, e também é convidado de projetos e grupos como "Um Sopro de Brasil", grupo "Pau Brasil", Nelson Ayres Trio, Roberto Sion, Raul de Souza e grupo Dr. Cipó, "Chico Saraiva e Guinga", Swami Jr., Virada Cultural, Banda Brasil Instrumental do "Festival Brasil Instrumental" do Conservatório de Tatuí, entre outros. 

Em 2009 tocou com o pianista dinamarquês Thomas Clausen, um dos grandes nomes do jazz europeu, apresentando-se na Dinamarca e Suécia. Em 2010, lançou um novo trabalho, “Mané Silveira Quinteto”, pelo selo Kalamata, e participa da banda brasileira conduzida pela compositora e arranjadora Maria Schneider, no Auditório Ibirapuera.

http://www.campinas.com.br/