30.6.12

BIG BAND


Embora a maioria dos historiadores considera o ano de 1935 como o início da era das ‘Big Bands’, o tema é discutível, pois o jazz das Big Band já tinha sido gravado em 1920. Em 1917, a ‘Original Dixieland Jass Band’ gravou os primeiros discos na história do jazz. A homenagem não é concedida a esta verdadeira pioneira do gênero, pois, esses historiadores consideram esse pequeno grupo como uma simples imitação, uma banda pobre. Entretanto, as suas gravações venderam mais de um milhão de cópias e permitiram que o jazz fosse ouvido em todo o país. O jazz começou em Nova Orleans, com Oliver King, no início de 1900. O som do jazz foi difundido pelos músicos e bandas como entretenimento nos barcos que navegavam pelo Mississippi. Na década de 20 começou a migrar para um formato de big band que combinavam elementos do ragtime, spirituals, blues e música européia. Duke Ellington, Ben Pollack, Don Redman e Fletcher Henderson eram os líderes das primeiras grandes bandas. Depois vieram os bandleaders Coleman Hawkins, Benny Goodman, Glenn Miller, Red Allen, Roy Eldridge, Benny Carter e John Kirby. Enquanto esses músicos estavam tocando big band jazz, a popularidade da dance band jazz nos hotéis da década de 20 também foi um fator importante na evolução da era das Big Bands.

Big Band é um tipo de conjunto musical associado com o jazz, um estilo de música que se tornou popular durante a era do swing. O swing começou na década de 20, e a Walter Page, baixista e líder do ‘Oklahoma City Blue Devils’, é frequentemente creditado o seu desenvolvimento. Este tipo de música floresceu através dos anos 30, embora tenha havido muito pouca audiência até 1936. Até esse momento era vista com escárnio e encarada como uma curiosidade. Depois de 1935, com as Big Bands ganhou destaque e um papel importante na definição como um estilo distinto. O estilo swing dançante dos bandleaders como Benny Goodman e Count Basie foi a forma dominante de música popular americana entre 1935-1945. As Big Bands evoluíram com o tempo e continuam até hoje.

Na segunda metade do século XX, a instrumentação de 17 peças-padrão evoluiu. Esta instrumentação é composta por cinco saxofones (dois altos, dois tenores e um barítono), quatro trompetes, três ou quatro trombones além de vocalistas e seção rítmica. No caso de bandas de swing, a seção rítmica clássica compreende um quarteto de guitarra, piano, contrabaixo e bateria, um exemplo notável é a do Count Basie Orchestra com Freddie Green, Walter Page e Jo Jones. Instrumentos de percussão latinos como chocalhos, congas, pandeiros, ou triângulos podem ser adicionados. Bandas de jazz anteriores haviam utilizado o banjo no lugar da guitarra. Os termos ‘jazz band’, ‘jazz ensemble’, ‘stage band’, ‘jazz orchestra’, ‘society band’ e ‘dance band’ podem ser usados para descrever um tipo específico de Big Band. Em contraste com os grupos menores de jazz, em que a maioria da música é improvisada ou criada espontaneamente, a música tocada pelas Big Bands é arranjada, preparada com antecedência e anotada na partitura. A música é tradicionalmente chamada de 'charts'. Solos improvisados apenas podem ser tocados quando solicitado pelo arranjador.
página inicial
http://pintandomusica.blogspot.com.br/2010/11/big-band.html

24.6.12

André Rieu e o velho debate da cultura como entretenimento

Música clássica

Sucesso de público com seus espetáculos visuais que misturam trilhas sonoras a valsas vienenses, o maestro desperta a rejeição dos puristas eruditos

Carol Nogueira
André Rieu toca violino durante apresentação no ginásio do Ibirapuera André Rieu toca violino durante apresentação no ginásio do Ibirapuera (Priscila Castilho)
Responda rápido: cultura é entretenimento ou é arte? Ou ambos? O debate, sempre presente no âmbito da música e do cinema, ganhou impulso na última semana com a chegada do maestro holandês André Rieu a São Paulo. Conhecido por grandes espetáculos visuais em que toca valsas vienenses e trilhas sonoras, ele faz uma impressionante série de 24 shows na cidade – todos eles praticamente esgotados, com ingressos que chegam a custar 600 reais. Com milhões de fãs ao redor do mundo, os números de Rieu impressionam: o violinista já vendeu mais de 30 milhões de CDs e DVDs – 1 milhão de DVDs só no Brasil. Seu sucesso, porém, levanta questionamentos no meio erudito. Os mais puristas o acusam de distorcer a imagem da música clássica. E até os músicos mais jovens, ainda que também influenciados pela música pop, dizem que o caminho de Rieu não deve ser seguido por outros. A maioria reclama que o público leigo pode acabar considerando Rieu um exemplo da música clássica tradicional quando, na verdade, não é.
No mês passado, o compositor e crítico musical Leonardo Martinelli escreveu um artigo para a revista Concerto no qual chama Rieu de “falsificador”. “Ele vende uma imagem falsificada da música clássica. A música clássica não é apenas aquilo”, diz Martinelli ao site de VEJA. “Ele distrai o seu ouvido com toda aquela parafernália visual. Tanto que isso é estatístico: ele vende mais DVDs do que CDs”, afirma, e propõe um desafio: “Vamos ouvir a música de Rieu de olhos fechados, tirar as luzes, o glitter e os efeitos e ver se a ideia se sustenta.” Outro músico de crossover campeão nas vendas de DVDs, o grego Yanni credita o sucesso de sua música à televisão. "Os DVDs são uma ótima maneira de a pessoa compartilhar a experiência de um show mesmo se ela não puder ver ao vivo. Acredito que as transmissões feitas pelas TVs sejam o principal meio pelo qual as pessoas conhecem minha música e pelo qual decidem comprar os DVDs", disse ele, que vem ao Brasil em outubro, ao site de VEJA.
A música feita por Rieu está longe de ser considerada exemplar, mas o próprio maestro sabe disso. Em entrevista concedida a jornalistas em São Paulo na semana passada, ele afirmou que se considera, de certa forma, um popstar. Antes de subir ao palco, Rieu entra no local do show pela porta dos fundos, caminhando por entre a plateia até chegar ao palco. E, lá em cima, fica de frente para o público, contrariando praticamente todos os outros maestros “sérios”. Durante o show, o telão mostra imagens de paisagens bonitas (no melhor estilo karaokê) e o público da plateia vip ganha até uma "chuva" de neve falsa. Para divulgar as apresentações que faz no Brasil, Rieu esteve no Domingão do Faustão, onde tocou uma versão orquestrada de Ai Se Eu te Pego, do sertanejo Michel Teló. Mais pop, impossível. E vem daí toda a munição para que os puristas abominem Rieu. E com toda razão.
Crossover – O flerte que Rieu faz com o pop está longe de ser novidade. Chamada de crossover, a mistura do erudito com o popular acontece há anos – quem não se lembra dos Três Tenores? – e já teve adeptos dos dois lados, do clássico ao pop e vice-versa -- Sting e Roger Waters estão entre os que já se aventuraram por essas bandas. No Brasil, cresce o número de orquestras que incluem a música popular em seu repertório. A Orquestra Ouro Preto vem ganhando espaço justamente por apostar na interpretação orquestradas de obras dos Beatles e até do cantor Alceu Valença. Para o jovem maestro Rodrigo Toffolo, de 34 anos, essa mistura é excelente para formar novos públicos, especialmente entre os mais jovens. “Quando apresentamos o concerto dos Beatles pela primeira vez, em 2009, nós tínhamos 300 pessoas na nossa página no Facebook e quatro meses depois, tínhamos 5.500”, contou Toffolo ao site de VEJA.
Segundo ele, o mesmo ocorre com Rieu. “A exposição que ele ganhou na mídia brasileira chama a atenção de gente de várias classes sociais. A pessoa pode assistir ao show dele e se interessar em ver outra orquestra. Isso pode virar parte da vida dela”, afirma. Mas a opinião de Toffolo não é unânime nem mesmo para outro maestro tão jovem quanto ele, Carlos Prazeres, de 38 anos, diretor artístico da Orquestra Sinfônica da Bahia e maestro assistente da Orquestra Petrobrás Sinfônica. “Rieu é um excelente fenômeno de entretenimento de massa, mas ele não deve ser considerado um caminho a ser seguido para a renovação da música clássica”, afirma. Para ele, a “parafernália visual” de Rieu tira o foco da música. “Não que a música clássica não deva flertar com a popular. Beethoven é muito mais heavy metal que Ozzy Osbourne. As pessoas ouvem Ozzy hoje porque o Beethoven quebrou com todos os paradigmas lá atrás”, opina.
Para Martinelli, colocar músicos pop tocando com músicos de formação clássica “é a mesma coisa que servir picanha com camarão”. “Você força a união de duas coisas que nada têm em comum por um interesse quase que invariavelmente mercadológico”, afirma. “O que significa popularizar a música clássica? É oferecer sempre a coisa ruim para o povo? De popular, Rieu não tem nada. Qualquer concerto é mais barato do que o show dele. Se quer ser popular, ele deveria fazer um show de graça”, ironiza.
O compositor abre uma exceção para a prática do crossover quando na mistura do clássico com gêneros – e não artistas – populares. “Nesse caso, falamos de uma composição muito bem elaborada que mistura ‘elementos’ da música clássica com a música popular. Você usa o idioma da música sinfônica para falar da canção popular”, explica. Nessa seara, ele destaca os trabalhos dos maestros brasileiros Cyro Pereira, Nélson Ayres e João Maurício Galindo. Mas faz uma ressalva para a popularização que Toffolo defende. “O leitor de Harry Potter não será leitor de Shakespeare”, compara. “Mas talvez eu esteja sendo purista demais.”


VEJA


http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/andre-rieu-e-o-velho-debate-da-cultura-como-entretenimento

TUPÃ JUNINA 2012


Grandes  shows,  grande  público,  várias  atações   fizeram  da  TUPÃ JUNINA 2012   um  grande  sucesso

TEM  INÍCIO  NA  PROXIMA  QUINTA-FEIRA (27/6)  MAIS  UMA  TUPÃ  JUNINA