8.3.13

Política Cultural, Sem Categoria: Dança das cadeiras no Ministério da Cultura

Jotabê Medeiros
Desligou-se essa semana da direção do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), instituição vinculada do Ministério da Cultura, o antropólogo José do Nascimento Junior, que estava no cargo desde a fundação do Ibram, em 2009. No lugar dele, assumirá interinamente Eneida Braga.
Nascimento Junior disse que tem intenção de continuar em Brasília, provavelmente cumprindo função nova em outra área do governo. “Estou vendo, analisando ainda algumas possibilidades”, disse. Ele afirmou não acreditar na hipótese de o órgão que criou ser extinto. “Acho que não é uma ideia da ministra. É um órgão consolidado, colocou os museus no centro da política cultural. Isso é inegável”.
Para Nascimento Junior, sua saída inscreve-se num “processo de mudança” natural, e ele diz que estava em vias de encerrar um ciclo de 10 anos na instituição. Seu desligamento configura uma “dança das cadeiras” no MinC, ordenada pela ministra Marta Suplicy. A ministra estaria fazendo uma “limpeza” dos principais assessores da pasta responsáveis por terem articulado a nomeação e dado suporte à antiga ministra, Ana de Hollanda, cuja gestão foi considerada “um desastre” por Marta e Dilma.

6.3.13

Inspiração patriota

AryBarroso

Por causa de um dia de chuva, nasceu a obra prima Aquarela do Brasil

Ao desistir de sair para trabalhar por causa da chuva, Ary Barroso sentou-se ao piano em sua casa do Leme no Rio de Janeiro e, palavras suas: "Senti, então, iluminar-me uma idéia: a de libertar o samba das tragédias da vida, do sensualismo das paixões incompreendidas, do cenário sensual já tão explorado. Fui sentindo toda a grandeza, o valor, a opulência da nossa terra, gigante pela própria natureza". Nascia então Aquarela do Brasil, reconhecida internacionalmente como uma das mais belas canções brasileiras. Até Walt Disney a inseriu em seus filmes (Veja o vídeo). Se não estivesse chovendo naquele dia, jamais Aquarela existiria.

Regente lança livro que aborda evolução de orquestras

AE - Agência Estado

O violoncelista e regente Nelson Gama lança nesta quarta-feira, na Livraria Cultura no Shopping Villa Lobos, em São Paulo, a terceira edição do seu livro Introdução às Orquestras e seus Instrumentos, um manual que analisa a evolução das Orquestras desde o século XVIII até hoje. O livro aborda também termos relevantes como História da Música, Regência e Orquestração.

Nesta terceira edição o diferencial é a inclusão de um DVD com a obra do compositor neoclássico inglês Benjamin Britten (1913 - 1976), chamada O Guia Orquestral para Jovens, executada por uma orquestra europeia. No Guia Orquestral, Britten disseca uma Orquestra Sinfônica, iniciando pelas 4 famílias (Cordas, Madeiras, Metais, Percussão) e desce ao nível de cada instrumento.

Como bônus o DVD ainda traz a gravação de um Festival Vivaldi executado pela Orquestra Britten, grupo paulistano criado e dirigido pelo regente Nelson Gama: dois Concertos para Violino e Orquestra (A Primavera e o Sol menor) e o Concerto para 2 Violoncelos em Sol menor.

estadão  http://www.estadao.com.br/noticias/

Projetos incentivados

Informações gerais práticas

O Incentivo Fiscal (Renúncia Fiscal) é um dos mecanismos do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), instituído pela Lei Rouanet (Lei 8.313/1991). É uma forma de estimular o apoio da iniciativa privada ao setor cultural. O proponente apresenta uma proposta cultural ao Ministério da Cultura (MinC) e, caso seja aprovada, é autorizado a captar recursos junto às pessoas físicas pagadoras de Imposto de Renda (IR) ou empresas tributadas com base no lucro real para a execução do projeto.

O apoio a um determinado projeto pode ser revertido no total ou em parte para o investidordo valor desembolsado deduzido do imposto devido, dentro dos percentuais permitidos pela legislação tributária. Para empresas, até 4% do imposto devido; para pessoas físicas, até 6% do imposto devido.

5.3.13

Iniciação musical de crianças em Trancoso

 

AE - Agência Estado

O arrocha vocês dançam, né? As crianças riem, uma delas cantarola, bem baixinho: "Arrocha, arrocha, arrocha que ela...". Mas a música, agora, é uma valsa, entoada pelo oboé. Lembram do oboé? Ele faz parte das madeiras, primeiro grupo dos instrumentos de sopro de uma orquestra. E depois, o que vem? Tambor? Não, antes do tambor e depois da flauta, do clarinete, do oboé, do fagote?Trompa, arrisca um. Trombone, trompete. Falta um. Aquele grandão, quem se lembra? É aquele que vocês falaram que lembra o Egito... Tumba!, diz um. E outro corrige: tuba! Muito bem. De volta à dança, então. O oboé toca. Quem se habilita? Os meninos? Tímidos demais. As meninas? Elas correm para o centro da sala.