27.10.12

Gaby Amarantos revela música da 'Amazônia caribenha'

Cantora paraense se diz representante do gosto musical da nova classe média brasileira.

A cantora Gaby Amarantos foi consagrada nos últimos dois anos em todo o Brasil com canções que misturam inúmeros ritmos latino-americanos sobre a base musical de seu Estado, o Pará.
Nascida no bairro dos Jurunas, na periferia de Belém do Pará, Gaby começou a cantar em um coro de igreja, ainda adolescente. Mas foi no embalo do tecnobrega que cunhou seu estilo único, que incorpora "influências de toda a nossa Amazônia caribenha", como ela se refere à região que circunda o Pará.
Assim, há em suas canções salsa, merengue, cúmbia e outros gêneros populares que são tradicionalmente associados à América do Sul espanhola, mas que aos poucos vão caindo no gosto dos brasileiros.
"Beba Doida"
Vestida de forma exuberante e bastante particular, Gaby também é dona de opiniões fortes, especialmente em defesa da inserção de novas camadas da população brasileira no mercado cultural. Diz que a nova classe média trouxe seus eleitos e que os conservadores "têm muito a aprender com a liberdade poética da periferia"
Por isso, ela escolheu a canção "Beba Doida" para apresentar no Latam Beats.
Os oito episódios da série Latam Beats têm como objetivo mostrar a nova produção musical dos países latino-americanos a uma audiência estimada em 239 milhões de pessoas em todo o planeta.
Na semana que vem, o Latam Beats exibe o trabalho do chileno Chilo Trujillo.
O Latam Bets foi produzido e realizado por Owain Rich, Chris West, Rhian John Hankinson, Ben Honeybone, Ant Miller, Derrick Evans, Peter Price, Steve Hillman, Tom Hannen, Tom Burchell, James Birtwistle, Rosario Gabino, Luiza Campanelli, Mauricio Moraes e Rodrigo Pinto. A série foi gravada nos estúdios da BBC em Londres (S6, Bush House, e Maida Vale Studio 3) e, ainda, no Lowswing Studio (Berlim) e no Estúdio YB (São Paulo). BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
 

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,gaby-amarantos-revela-musica-da-amazonia-caribenha,951194,0.htm










26.10.12

Big Band Jovem do Conservatório de Tatuí realiza apresentação em homenagem a Michel Camilo

Big Band Jovem do Conservatório de Tatuí realiza apresentação em homenagem a Michel Camilo
Show do grupo formado por alunos da instituição acontecerá no dia 30 de outubro, no Teatro Procópio Ferreira
A Big Band Jovem do Conservatório de Tatuí, corpo pedagógico da Secretaria de Estado da Cultura, realiza o show “Homenagem a Michel Camilo” no dia 30 de outubro, às 20h30, no Teatro Procópio Ferreira, com o pianista convidado Oscar Aldama. A entrada é franca.
Michel Camilo é pianista de jazz, música clássica e popular, além de world music. Nascido na República Domenicana, Camilo foi vencedor de grandes prêmios internacionais, como o Grammy, o Grammy Latino e o Emmy Award. Na apresentação, o grupo coordenado pela professora Érica Masson executará Caribe, Just Kidding, Hello and Goodbye, Tropical Jam, Why Not e Not Yet. Todas as músicas foram compostas por Michel Camilo. Os arranjos são da coordenadora da Big Band Jovem, Érica Masson.
Primeiro grupo pedagógico oficial da área de MPB&Jazz, a Big Band Jovem foi criada no ano de 2010. Ela visa a dar oportunidade aos estudantes de música de nível avançado da instituição para exercitarem a prática de conjunto, executando arranjos e músicas com alta qualidade técnica e musical. Além da prática de conjunto, o projeto do grupo propõe o incentivo do desenvolvimento artístico por meio de uma abordagem interdisciplinar, preparando os alunos para uma transição mais segura e natural para os grupos profissionais da instituição.
O resultado foi verificado em menos de um ano desde sua implantação. Nos primeiros meses de funcionamento, a Big Band Jovem apresentou-se como convidado especial no Movimento Elefantes (série de apresentações que reúne grupos de todo o país) e desenvolveu shows especiais, com destaque para “Homenagem a Michel Camilo”, “Relembrando Djavan”, “O Mundo dos Desenhos Animados”, tanto na instituição quanto em outros municípios do Estado de São Paulo.
Entre os convidados que atuaram como solista à frente do grupo, destaca-se o pianista cubano Yaniel Matos, em apresentação realizada no 17º Festival de MPB - Painel Instrumental, em Tatuí.
Serviço
Big Band Jovem do Conservatório de Tatuí
Homenagem a Michel Camilo
Dia 30 de outubro, às 20h30
Teatro Procópio Ferreira
Entrada Franca











25.10.12

Qual a medida da música? A banda ruído/mm explica

DUARDO ROBERTO
Você já ouviu uma cor? Viu um cheiro? Isso é chamado de sinestesia, a criação de uma relação entre diferentes sentidos. Oruído/mm tem no cerne da sua existência essa ideia, buscar uma música que também seja uma paisagem.
O quinteto curitibano existe desde 2003 e desde o seu primeiro disco 'Série Cinza', em 2004, tem figurado entre as mais interessantes bandas instrumentais no Brasil, especialmente no nicho que compreendemos por post-rock.
O nome da banda (lê-se "ruído por milímetro") representa uma unidade de medida imaginária, "criada para representar aquilo que não pode ser descrito/verbalizado", segundo eles próprios.
'Introdução à Cortina do Sótão' é o último disco lançado pelo grupo, em 2011, e repercutiu de forma muito positiva na mídia musical, principalmente a blogosfera. Você baixar o álbum (e também os outros da banda) no site da Sinewave.
Neste ano o ruído/mm gravou ao vivo uma linda versão para o clássico do Legião Urbana, 'Índios', que circulou com força pela internet e, mesmo sendo um cover, é um bonito exemplo do tipo de atmosfera que a banda cria, tanto ao vivo como em estúdio. 
O guitarrista André Ramiro respondeu as sete perguntas básicas do MTV Instrumental. Como ele próprio diz, "Segue o baile":
Por que instrumental?Por opção estética, dentro da estrutura dos arranjos e desconstrução da estrutura da canção. Pela natureza dos músicos da banda. Um pouco pela universalidade disso também. Além disso respeitamos até demais o papel das letras, então, até hoje, na dúvida, preferimos ficar quietos. 
Toda música instrumental é experimental?Não. Na verdade poucas bandas instrumentais são experimentais, poucas mesmo. Experimental é realmente viver em um laboratório – testar, pensar, experimentar, digerir e muitas vezes criar algo que será entendido depois de 100 anos. Normalmente quem faz música experimental dificilmente é rotulado como instrumental. E o termo instrumental é meio complicado também, porque pensemos no seguinte: música clássica é instrumental, assim como o jazz, mas ninguém chama ambos os gêneros de música instrumental, certo?
Existe uma "cena instrumental brasileira"?Existe há muito tempo... Hoje temos mais bandas e uma quantidade maior de gêneros dentro da música instrumental, se assim podemos dizer. Não sei ao certo, mas cavalgando conosco há diversos grupos com quem temos extrema afinidade. Um depende do outro, pois cada estado possui seu núcleo. O futuro é promissor, pois cada banda forma um público e as coisas começam a trabalhar em conjunto. No final, teremos uma grande festa.
Qual a principal diferença entre as suas gravações e os shows?Para quem assiste uma banda como o ruído/mm, o show é uma experiência sinestésica. É muito difícil reproduzir o efeito do grupo em um disco. Há muita coisa em jogo, principalmente as guitarras, com os timbres, texturas e ruídos. Acho que ao vivo a pessoa realmente entende o nome da banda.
Qual o papel do improviso no som de vocês?Intenso durante o ócio criativo, no momento que uma música está surgindo. Depois que fechamos, não há mais espaço. Não agora, talvez um dia até façamos algo. Não sabemos. Certo é que cada trecho, cada arranjo é estudado um milhão de vezes, testado e torcido até o último minuto, e eles são fundamentais no andamento das percepções.
O fato de não haver elemento vocal na banda traz um novo foco aos timbres da música? Como vocês lidam/pensam a questão dos timbres?Mesmo se houvesse vocal, os timbres são importantíssimos. Se pensarmos bem, a voz é mais um elemento melódico. Se o sax falasse, ia ser algo do tipo. Os timbres te levam a viajar no tempo, abrem espaço para você perceber que o grupo está flutuando em determinado gênero musical e assim vai.
Para vocês o que é mais importante hoje: 1000 likes na fan page do Facebook ou um show para 150 pessoas?150 pessoas por show, com certeza. Se tocarmos em 6 cidades para 150 pessoas por show, provavelmente ultrapassaremos os 1000 likes. Haha
instrumentalMTV INSTRUMENTAL é uma série diária com entrevistas de bandas instrumentais brasileiras.