19.7.12

Centro Cultural José Otávio Guizzo recebe show de música instrumental nesta sexta

A Igreja Batista Palavra Viva (IBPV) com o apoio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) realizará o show “Resgatando a Arte” com lançamento do cd "Nova" de Filipe Dias, nessa sexta-feira (20 de julho), às 19h, no Teatro Aracy Balabanian, do Centro Cultural José Octávio Guizzo. A entrada será 1 kg de alimento não perecível, o evento tem duração aproximada de 120 minutos e classificação livre.
O show será composto por música instrumental, tendo Jazz, Samba e Bossa Nova como alvo principal, tendo como objetivo resgatar a boa música para todos os segmentos da sociedade.
Filipe Dias já morou em Mato Grosso do Sul, atualmente mora em Vila Velha (ES), gravou seu cd instrumental, patrocinado pela lei de incentivo a cultura da cidade de Vila Velha e a pedidos da comunidade de músicos e amigos de Mato Grosso do Sul lançará seu cd aqui no Estado.
Filipe Dias nasceu no Rio de janeiro em 1988, desde cedo foi apresentado à música como se ela fosse mais uma integrante da família, onde todos são musicistas. Aos dez anos de idade conheceu o contrabaixo, a partir daquele momento os dois não se separaram mais. Embalado por várias e ricas influências no jazz, blues, samba, bossa nova, compôs seu primeiro tema instrumental aos 13 anos chamado “New Bass”. Premiado posteriormente no Festival internacional de Guarulhos.
Além disso, virá acompanhado de seu pai, Daniel Dias, reconhecido trompetista, formado pelo conservatório de música Vila Lobos no Rio de Janeiro, e formado em Música pela Unicamp, e atualmente é o dono da cadeira de trompete da Faculdade de Música do Espírito Santo (FAMES). Onde Filipe Dias está se formando em música e integra uma Big Band regida por Daniel Dias.
Junto com Daniel Junior (irmão) formam um projeto familiar chamado Dias Jazz Band, que já tem dois cds gravados, um tendo Daniel Dias como artista principal (“O Som do Espírito Santo”), o segundo "Nova", cujo lançamento é o alvo deste evento e tem Filipe Dias como artista principal.
Além dos três, outros dois músicos do nosso estado são convidados:o pianista Caio Cesar e o saxofonista Jader Leandro.

O Teatro Aracy Balabanian fica no Centro Cultural José Octavio Guizzo, localizado na Rua 26 de Agosto, 453, entre as ruas Calógeras e a 14 de Julho. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3213-5165.
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Orquestra do Projeto Guri faz sua estreia no Masp


AE - Agência Estado
Aline fala baixinho, desvia o olhar, esboça um sorriso tímido. Tudo começou aos 5 anos, ela conta, por incentivo da mãe. Pegou gosto pela flauta doce, que substituiu, com o tempo, pela flauta transversal. Tocar em uma orquestra? Incrível. A união, as músicas, é demais. "E música é minha vida."
Aos 17 anos, Aline Ramos da Silva é apenas uma dos 60 músicos que nesta quarta-feira sobem juntos pela primeira vez no palco diante de uma plateia. No Auditório do Masp, para uma plateia de convidados, farão a estreia da Sinfônica do Projeto Guri, que espalha 46 polos de formação musical pela Grande São Paulo (em todo o Estado, são 366, responsáveis pelo trabalho com 51 mil alunos).
O Guri, iniciativa do governo do Estado, trabalha com estudantes a partir de 6 anos de idade, mas na orquestra eles têm entre 11 e 18. Alef Rodrigues, com 18, é um dos mais velhos. Conta que "descobriu" a música aos 17. Toca percussão. "E trabalhar na orquestra é legal porque você aprende mais do que só o seu instrumento", diz. "Quando você está sozinho, só ouve o seu som, mas na orquestra tem que saber equilibrar com os demais, para que todos sejam ouvidos. É fazer música mesmo. E a gente acaba, acho até que por isso, virando uma família mesmo."
A orquestra vai interpretar obras de Sibelius ("Finlândia"), Bizet ("Suíte Arlesiana n.º 2") e Beethoven ("Sinfonia n.º 1"). "É um programa interessante. Tanto Sibelius como Bizet permitem uma exploração da sonoridade da orquestra, mas cada uma a seu modo. E Beethoven propõe um outro desafio. Aqui, importa, além das dificuldades pontuais, a noção de arquitetura de uma obra de maiores proporções, que é fundamental para um músico de orquestra, ou seja, saber manter a interpretação ao longo de toda uma determinada peça."
Durante o ensaio, Stelluto vez ou outra pega o violino de um dos músicos, mostra a melhor maneira de realizar determinada passagem. Faz com que eles ouçam um ao outro. Bem-humorado, não poupa elogios. Assim como, em alguns instantes, chama a atenção. "Se eu peço uma, duas, três vezes e vocês não me atendem, eu tenho todo o direito de ficar irritado", diz a certa altura aos violoncelos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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