27.4.12

Um belo dia de domingo -Memorias de São Paulo

Ainda não havia amanhecido e as luzes do sobrado onde morávamos, na esquina da Antônio Lobo, já estavam todas acesas.
Minha mãe, usando o ferro de passar, dava os últimos retoques em 3 uniformes de gala. E nós, os nove filhos, fazíamos a maior algazarra.
Lembro-me de ouvi-la dizer: - Hoje vocês acordaram os passarinhos.

Realmente, estávamos muito eufóricos, afinal, havia chegado o grande dia. Naquele domingo, o Estadual da Penha, iria participar, no Vale do Anhangabaú, do Concurso de Fanfarras, promovidos pela Rede Record de Televisão. Três de meus irmãos tocavam na fanfarra. A Margarida era um deles.
O comandante ou regente do grupo, chamava-se Euro, filho do dono do Cartório, que ensaiou, exaustivamente, durante meses aqueles garotos (as), que iriam representar nossa Penha querida.
Os ensaios eram na própria escola e, depois, passaram a treinar a evolução, nas ruas menos movime
ntadas do bairro. Esses ensaios, tornaram-se uma atração para os estudantes e moradores.
Infelizmente, num dos últimos ensaios na rua, um automóvel atropelou nosso regente que, por conta disso, teve uma das pernas fraturadas, ficando assim impossibilitado de reger nossa fanfarra.
Foi um desânimo geral. Muita tristeza mesmo. Mas, depois com mais calma, decidiram que não iriam jogar fora tanto esforço e dedicação. Com o apoio do Euro, designaram alguém do grupo para reger a fanfarra e resolveram participar do concurso.
Foi com muita alegria, que vimos nossos três irmãos com seus lindos uniformes
de gala, saírem de casa rumo ao ônibus que os levaria ao Anhangabaú. Nós, ficaríamos assistindo pela TV, na esperança de vê-los em atividade.
O que aconteceu? Todos aqueles jovem componentes do grupo, mesmo sentindo a ausência do comandante e com muita garra e determinação, conseguiram conquistar o primeiro lugar.
Naquele belo dia de domingo, o bairro todo festejou a vitória e aguardou, com ansiedade, a chegada dos nossos campeões.

Lembro-me que eles vieram em formação, pela Rua Dr. João Ribeiro, executando seus toques e batidas com a tuba, bumbos, repiques e cornetas. Muito aplaudidos, pararam em frente ao Cartório, onde fizeram uma linda homenagem ao Euro, que por conta do gesso, só pode aparecer na janela e, acenando, agradeceu emocionado aos seus comandados.
Bons tempos em que os jovens participavam de concursos, que elevavam o nome do Bairro e da escola.
Meus parabéns, para todos que fizeram parte daquele grupo vitorioso.

Por Bernadete Pedroso

nosso selinho
criado por Carolina Saidenberg, filha do Luiz Saidenberg. (http://saidenberg-arte.blogspot.com)

Orquestra Nostalgia traz de volta os grandes bailes


Evento acontece nesta sexta-feira, 27, no Clube dos Oficiais, no Bairro do Trapiche, em Maceió

      
Orquestra Nostalgia traz de volta os grandes bailes
Orquestra Nostalgia
Para os apreciadores da boa música instrumental, com repertório versátil, passando por diversos estilos musicais, a pedida é a Orquestra Nostalgia de Garanhuns (PE) que se apresenta em Maceió nesta sexta-feira, dia 27 de abril, no Clube dos Oficiais, no bairro do Trapiche da Barra, em Maceió.   A festa começa a partir das 22 horas e vai até os primeiros raios de sol que podem ser contemplados ali mesmo na bela praia do Sobral.
O evento faz parte das comemorações dos 48 anos de existência da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), maneira encontrada pelos dirigentes de presentear associados, familiares e a sociedade em geral. Presidida pelo major PM Wellington Fragoso, o público também poderá conhecer os serviços prestados pela associação aos alagoanos durante estas décadas de existência.
Os músicos prometem um grande espetáculo, onde ninguém vai ficar parado. O público poderá dançar e se embalar ao som de um repertório recheado de clássicos da música nacional e internacional. Se depender da versatilidade da Orquestra Nostalgia a festa será garantida.
E por falar em repertório, um aperitivo é assistir ao DVD da orquestra intitulado “Momentos...”. São 18 canções que lembram você. Quem não se identifica com pérolas como:  La Paloma/ La Mer; Gostava tanto de você; Além do horizonte; Eu te amo; Coração de papel; Quando; Chuva de prata; Gostoso veneno; Manhã de setembro; Índia; Dona do meu coração; Faça o que eu digo; If you leave me now; Caça e caçador; Pintura íntima; Eu sou terrível; I Will survive e Dancin Days.“
O baile será um excelente momento para que todos possam interagir e se divertir em um ambiente arejado, espaçoso e com segurança. Oficiais e seus familiares que procuram um evento tranquilo, com boa música e diversão têm a oportunidade de encontrar todas estas qualidades em um local como o Clube dos Oficiais”, garantiu o presidente da entidade, major PM Wellington Fragoso.Aberto ao público, o preço do ingresso para assistir ao show é atrativo. Mesa para quatro pessoas custa apenas R$ 60,00 e individual R$ 20,00.
O espaço é amplo e aconchegante. Quem ainda não adquiriu sua entrada basta procurar a organização do evento. Já os oficiais que são sócios da entidade devem adquirir convites na secretaria do Clube. Mais informações para compra ou reserva de mesas pelos telefones: (82) 3326-3078 e (82) 8851-0551. Será um show memorável. Vale a pena conferir e aplaudir.
A ORQUESTRA - A Orquestra Nostalgia surgiu em 2006 e é liderada pelo maestro Rocha Sousa. Sem qualquer preconceito, a proposta dos componentes é levar ao público um repertório variado com músicas que há décadas emocionam as mais diversas gerações.São vinte músicos, profissionais de alta qualificação. Desses, cinco saxofones, um clarinete, quatro trompetes, três trombones, dois cantores, guitarra, teclado, baixo, bateria e percussão. Todos com o mesmo entusiasmo e dinamismo que garantem emoção e momentos de euforia e nostalgia ao público que assiste ao espetáculo.
O vocal fica por conta de Chico Ratum, uma das grandes vozes das orquestras de salões, interpretando os clássicos românticos da música popular internacional com arranjos elaborados especialmente para sua voz. E para interpretar os grandes clássicos da música popular brasileira a “Nostalgia” conta com a marcante e bela voz da cantora Mira. 
Jornal Extra de Alagoas

24.4.12

Trombone & Cia faz shows especiais na Semana do Choro


O Choro é um gênero de música popular e instrumental brasileira.


No dia 23 de abril se comemora o Dia Nacional do Choro, em homenagem ao nascimento de Pixinguinha. Em Teresina, o grupo Trombone & Cia não deixa a data passar em branco e realiza uma série de apresentações gratuitas em pontos culturais da cidade. Dia 23 no Shopping da Cidade, dia 24 no Boteco, dia 27 no Palácio da Música e dia 29 na Ponte Estaiada.
 
A data foi criada oficialmente em 04 de setembro de 2000, quando foi sancionada lei originada por iniciativa do bandolinista Hamilton de Holanda e seus alunos da Escola de Choro Raphael Rabello. O Choro é um gênero de música popular e instrumental brasileira, cuja característica marcante é o virtuosismo do instrumentista, bem como a sua capacidade de improvisação. Alguns dos chorões mais conhecidos são Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha.
 
A apresentação no Palácio da Música será às 19h30 do dia 27 de maio (sexta-feira), e contará com grandes convidados especiais, entre eles, Wilker Marques, Anderson Nóbrega, Carol Costa, Josué Costa, Everton Oliveira, Robert Barbosa, maestros Elton e Mazeías, Dr. José Williams, Rosinha Amorim, e a saxofonista Emília Santos.
 
No dia 29 (domingo), às 17h, na Ponte Estaida, o grupo fará uma Roda de Choro livre. As rodas de choro são reuniões mais informais de chorões, muito diferentes de apresentações e shows. Geralmente acontecem em bares ou na própria casa dos músicos, em que todos se juntam para tocar choro. Não existe uma formação específica e os músicos que vão chegando se juntam à roda.

redacao@cidadeverde.com
http://www.cidadeverde.com/

23.4.12

Show revelará um Pixinguinha pouco conhecido


Roger Marzochi - Agência Estado
São Paulo, 23 - Um show em homenagem a Pixinguinha tem que ter a música "Carinhoso", um dos seus choros mais famosos. Certo? Não é o que pensam o Movimento Elefantes, que reúne dez big bands, e o Movimento Sincopado, que agrupa 11 bandas de choro. Nesta segunda-feira, 23, dia em que se comemoram os 115 anos de nascimento do maior responsável pela popularização do choro no país e o Dia Nacional do Choro, os dois movimentos se unirão no Teatro da Vila, em São Paulo, para tocar os arranjos originais que Pixinguinha fez para a Orquestra do Pessoal da Velha Guarda, que se apresentava ao vivo no programa "O Pessoal da Velha Guarda", transmitido pela Rádio Tupi entre as décadas de 40 e 50.

"O brasileiro se esqueceu da música do começo do século passado e se esqueceu até que ele (Pixinguinha) escreveu para orquestra. Não vai ter ''Carinhoso'', mas vai ter ''Corta-Jaca'', da Chiquinha Gonzaga. Vai ser difícil tocar com a linguagem daquela época. Mas vamos fazer o Brasil escutar o Brasil", diz Vinicius Pereira, líder do Movimento Elefantes.

Segundo Pereira, o show será possível porque o Instituto Moreira Salles (IMS) doou ao coletivo a publicação "Pixinguinha na Pauta", lançada em 2010, reunindo 36 partituras originais com os arranjos de Pixinguinha, que era também diretor do programa de rádio. Uma nova publicação, com outras 36 partituras com arranjos do mestre do choro será lançada até o final deste ano, afirma Beatriz Paes Leme, diretora de música do IMS. Em 2000, a família de Pixinguinha cedeu ao instituto todo o seu acervo e, desde então, o material vem sendo catalogado e revisado. Segundo Beatriz, no acervo há um total de 300 arranjos feitos pelo Pixinguinha.

Partitura escrita por Pixinguinha, com sua calegrafia e assinatura, de sua música "Conversa Fiada",
arranjo para o 1º sax alto da orquestra. A partitura ainda traz a assinatura do saxofonista Luiz Americano,
que tocou esse arranjo no dia 18/7/1939. (Crédito: Acervo Pixinguinha/ Instituto Moreira Salles)

Almirante - O programa era comandado pelo radialista Almirante e tinha como objetivo resgatar a produção musical brasileira do final do século 19 e início do século 20, com ritmos como o maxixe, o tango, a polca, o eschottich e a marcha, dando espaço para a obra de compositores como Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros e Ernesto Nazareth e compositores contemporâneos, como o próprio Pixinguinha.

"Pixinguinha tinha uma técnica especial para escrever arranjo, que é a coisa mais bonita. A essência da música brasileira, da mistura da cultura europeia com os ritmos africanos aqui, está em Pixinguinha. Por isso é importante tocar músicas que o público não conhece", diz o maestro José Roberto Branco, que vai reger no palco cerca de 25 músicos.

De acordo com Beatriz, do IMS, a grande contribuição que Pixinguinha deu ao arranjo foi o de trazer o ritmo da percussão para os instrumentos de sopros, escrevendo música pela primeira vez com a cara do Brasil. "Ele traz nitidamente a marca brasileira. Os outros maestros que trabalhavam no Brasil eram estrangeiros ou descendente de estrangeiros, com outra concepção de arranjo, sem julgamento de qualidade. Mas o Pixinguinha trouxe o ritmo da percussão para o naipe de sopros, essa é a grande contribuição dele. Colocar a levada nos naipes dos instrumentos, a rítmica brasileira estava presente nas notas."

Tromba de elefante e pata sincopada - O Movimento Elefante entrará no projeto com os instrumentos de sopro; o Movimento Sincopado, com violões, acordeon, piano, percussão e cavaquinho. E ainda participarão músicos que tocam violino e violoncelos. "Não terão violinos e violoncelos na mesma quantidade que o arranjo original exige. Não é fácil montar um projeto como esse sem apoio. Mas o resultado sonoro é um negócio fascinante", conta Marcel Martins, integrante do Movimento Sincopado.

Segundo ele, esse repertório exige não apenas muito estudo para ser executado, mas também sentimento. "Eu toquei com o Altamiro Carrilho. E ele chegou para o flautista e disse: ''você está tocando a nota certa no tempo certo, mas não tá certo, porque falta o sentimento''. Essa música carrega a bandeira sentimental que demarcaram a característica do povo brasileiro."

Das 36 partituras que fazem parte da publicação do IMS, foram escolhidas 20 músicas para a apresentação nesta segunda-feira, como, por exemplo, "Água de Vintém" e "Corta-jaca" (Chiquinha Gonzaga), "Cabeça de Porco" (Anacleto de Medeiros), "A mulher do bode" (Cardoso de Meneses), "Conversa Fiada" e "Assim é que é" (ambas do Pixinguinha). No site do IMS é possível ouvir as gravações originais das músicas que fazem parte do "Pixinguinha na Pauta" (www.ims.com.br).

Segundo Beatriz, encontrar as gravações originais, sabendo que o Pixinguinha estava presente naquele momento, foi muito importante para dar uma ideia da música que ele tinha em sua cabeça ao escrever os arranjos. "O fato de ter as gravações onde o Pixinguinha estava presente dá uma referência do som que ele buscava, porque nem sempre a partitura dá conta de tudo. Isso nos aproxima da música que ele tinha na cabeça. É a mesma coisa se fosse possível ter a gravação de Bach tocando cravo. A gravação ajuda até para tocar músicas que não tem gravação, porque ela nos dá um parâmetro."

Aniversário do Pixinguinha!
Teatro da Vila
R. Jericó, 256, Pinheiros, São Paulo
Segunda-feira, 21h
Preço: pague quanto vale
Transmissão ao vivo: www.movimentoelefantes.com 
/Cultura http://www.estadao.com.br/noticias/