23.6.12

XII festival de Música de ourinhos

Festival incrementa técnica de músicos em Teresina com oficinas

Os interessados podem se inscrever até o dia 28
Muito mais do que um evento que traz grandes shows para o público, a segunda edição do Festival de Música Instrumental de Teresina também proporciona um upgrade nos conhecimentos de músicos da capital. São diversas oficinas, que vão desde o canto à arranjos para banda de música, realizadas na Escola de Música de Teresina, Casa da Cultura e Palácio da Música. Os interessados podem se inscrever até o dia 28.
Realizado pela Prefeitura de Teresina por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, o Festival de Música Instrumental de Teresina tem como proposta incrementar o cenário cultural da cidade com um evento voltado a esse tipo de composição que na capital piauiense já tem um público forte e crescente. São seis dias de um evento singular em Teresina, e que prevê, além de inesquecíveis apresentações de palco, a realização de oficinas de prática instrumental e a I Mostra de Música Instrumental com os músicos e os alunos participantes dessas oficinas, que terão a oportunidade de dar ao público um aperitivo do talento teresinense.
Neste ano, o festival será realizado de 02 a 08 de julho com oficinas e shows que ocorrem, além do Teatro do Boi, também no Palácio da Música, Casa da Cultura e Escola de Música de Teresina. As oficinas acontecem de 03 a 07 de julho nos turnos manhã (8 às 12h) e tarde (14 às 18h). As inscrições para as turmas já estão abertas e devem ser feitas até o dia 28 de junho na sede da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves, na Rua Félix Pacheco, N° 1430, Centro/Sul, junto à Coordenação de Música, através do preenchimento de ficha de inscrição disponível no site- www.fcmc.pi.gov.br/regulamentos. A taxa de inscrição para uma das oficinas é de R$ 30 e para duas é de R$ 50.
Entre as oficinas de destaque estão a de Canto, com a professora Deborah Oliveira, realizada na Casa da Cultura das 15h às 17h, além da de Harmonia e Improvisação, com o professor Thiago Cabral, realizada das 8h às 12h na Escola de Música de Teresina, bem como a do baixista americano Scott Thompson, também na EMT, das 14h às 18h.

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21.6.12

1º Festival de Música Nova de Chorinho abre inscrições em Santa Bárbara

20/06/2012 14H42
Estão abertas as inscrições para o 1º Festival Música Nova – Instrumental Chorinho, que será realizado de 17 a 19 de agosto, em Santa Bárbara. Poderão participar compositores, arranjadores e intérpretes, que concorrerão ao prêmio de “melhor performance” em primeiro, segundo e terceiro lugares.
 
Os candidatos vão concorrer com execuções em chorinho instrumental de músicas inéditas ou já conhecidas do público. As três bandas vencedoras receberão prêmios em vale-compras de equipamentos musicais em lojas especializadas.
 
O chorinho é um estilo musical urbano tipicamente brasileiro, cujos primeiros conjuntos surgiram por volta de 1880 no Rio de Janeiro. O Festival tem o objetivo de revelar novos talentos da música instrumental e, ao mesmo tempo, contribuir para a valorização da cultura brasileira, promovendo  um estilo musical genuinamente nacional. 
 
O Festival é realização do Ministério da Cultura em parceria com Prefeitura de Santa Bárbara, com incentivo da Vale. A iniciativa é do Instituto de Extensão Cultural – IEC.
 
O regulamento do festival pode ser conferido no site www.musicanovafestival.com.br, onde deverão ser feitas as inscrições, com o preenchimento de uma ficha eletrônica. Os candidatos deverão hospedar no YouTube um vídeo da banda com a apresentação da música que concorre ao festival. Deverão hospedar também, no site do evento, arquivo de áudio mp3 com a referida música que concorre ao festival.   As inscrições poderão ser feitas até 7 de julho.
 
Mais informações:
Instituto de Extensão Cultural (IEC)  - (31) 3568-1960 
 





18.6.12

Um coletivo de sons e estilos musicais diferentes

ROGER MARZOCHI - Agência Estado
Um projeto para divulgar o trabalho de músicos independentes da cena paulistana já pode entrar para a lista dos melhores discos lançados em 2012: "Coletivo Urbano - Volume 1", que foi apresentado ao público neste fim de semana na cidade. São nove músicas inéditas, soando rap, pop, choro, blues e rock.
O projeto foi idealizado pelos músicos Thiago Big Rabello e Rafa Barreto, com financiamento do Programa de Ação Cultural (ProAc), do governo do Estado de São Paulo. "Nossa intenção era divulgar o trabalho de cada um, e não fazer uma simples coletânea. Queremos agora fazer os volumes 2 e 3 porque muita gente ficou de fora", explica Big. "Queremos mostrar quem está em São Paulo, seja quem está fazendo forró ou heavy metal. É bem aberto para qualquer estilo de música, e estamos em busca de patrocinadores para as próximas edições."
A primeira edição do projeto é primorosa, com todas as oito faixas com grandes arranjos, e muita poesia e balanço. Apesar de conter diversos estilos musicais, há uma homogeneidade em todas as faixas por causa de sua atualidade e qualidade. Big atribui isso à liberdade de os artistas apresentarem suas músicas da forma como eles haviam imaginado.
Rafa e Thiago fizeram convites a muitos compositores que se apresentam em espaços culturais pequenos, em guetos, e receberam algumas músicas já prontas e outras a serem concluídas. O disco abre com "Ela é Favela", um ótimo rap de Lurdez da Luz, Eduardo Brechó, Jairo Pereira e Xênia França. Eduardo, Lurdez e Xênia se dividem nos vocais.
Rafa lembra de ter ouvido Lurdez no Auditório Ibirapuera no projeto "Na Mira da Música Brasileira" e adorou o som da moça, MC com um rap sob forte influência da música brasileira, que começou sua carreira em 2000. "Ao ouvi-la, fiquei impressionado. Quando surgiu o projeto, falei com ela por e-mail. Só a conheci no dia da gravação", lembra Rafa.
Na sequência, vem Manu Maltez com "Ontem Pulei do Viaduto", um rock urbano que fala sobre a neurose da cidade de São Paulo; Daniela Gurgel, com o blues "Gosto do Asfalto", que ficou nos extras do seu DVD "Viadutos", mas que ainda não tinha registro em disco; o forró-baião "Laranja", numa parceria frutificante de Danilo de Moraes com o violinista Ricardo Herz; "Lesbian Choro", um choro muito divertido de Kiko Dinucci; "Eu Tenho Pressa", um ótimo rock progressivo nordestino de Gil Duarte e sua banda Sistema Asimov de Som.
Já "Armada" é um pop muito bom que surgiu na parceria de Fernando Barros e Tatiana Parra; "Não Vás, Preta", um pop moderno belíssimo de Márcia Castro da música de Tiganá Santana; e, por fim, "Revolução de Jasmin", de Rafa Barreto, inspirada na revolta na Tunísia que gerou a Primavera Árabe, com a ajuda da tecnologia. "Eu tenho refletido muito a questão da internet, do poder que essa ferramenta tem de derrubar um presidente. Não sei se nos demos conta do poder desse negócio. A internet transformou o usuário, o público, em gerador de conteúdo", diz Rafa.
Ele conta que o projeto é como se fosse um documentário de sons. O resultado pode ser baixado da web grátis pelo site www.coletivourbano.com. "É um documentário auditivo, no qual o artista gravou do seu jeito, não teve um produtor. Agora, o público decide de qual estilo de música ele gosta. Até por isso, tivemos a ideia de liberar para download gratuito." As informações são do Jornal da Tarde

17.6.12

Música na luz da escrita

João Marcos Coelho - O Estado de S.Paulo

Beethoven's Shadow, de Jonathan Biss, ilumina as sonatas do mestre alemão 

Se a escrita é inteligente, honesta e ardente, pode produzir uma faísca que transforma o leitor em ouvinte, ou mesmo o ouvinte passivo em um mais ativo. Este é o eixo de um projeto originalíssimo do pianista norte-americano Jonathan Biss. Aos 31 anos, ele criou duas frentes de aproximação ao monumento das 32 sonatas para piano de Beethoven: pilota um Steinway de concerto e maneja as palavras. Simultaneamente, publica Beethoven's Shadow (Rosetta Books) e lança o primeiro CD de uma integral das sonatas (Onyx).
O ensaio é quase uma autobiografia pianística, desde os 13 anos, quando tocou diante de Leon Fleisher no Peabody Institute, em Baltimore, até a devoção fanática que dedica a princípios seguidos por dois dos maiores pianistas do século passado: Arthur Schnabel e Rudolf Serkin.
Consciente da dupla ousadia e escrevendo/tocando de modo notável, Biss decidiu dedicar "a vida inteira" a esta música "sem esperar entendê-la de modo absoluto". E confessa, tirando sua força do paradoxo, que "as qualidades que me levam a escrever sobre esta música são as que tornam impossível escrever sobre ela". Constrói, assim, um raro círculo virtuoso: a escrita ilumina a música que ilumina a escrita.
JOÃO MARCOS COELHO É JORNALISTA, CRÍTICO MUSICAL, AUTOR DE NO CALOR DA , HORA (ALGOL), ENTRE OUTRAS OBRAS