30.7.10

TOQUE DE SILENCIO - VOCÊ SABE A HISTÓRIA ATRAZ DESSE HINO?


Vídeo do “Toque de Silêncio”


Sabe-se que tudo começou em 1862, durante a Guerra Civil Americana, quando o Capitão Robert Ellicombe do Exercito da União estava com seus homens perto de Harrison’s Landing, na Virginia. O Exercito Confederado estava do outro lado de uma estreita faixa de terra. Durante a noite, o Capitão Ellicombe ouviu os gemidos de um soldado caído, gravemente ferido, no campo. Sem saber se era um soldado da União ou um Confederado, o Capitão decidiu arriscar sua vida e trazer o homem atingido para cuidados médicos. Arrastando-se deitado em meio ao tiroteio ele o alcançou e começou a puxá-lo em direção ao seu acampamento. Quando finalmente alcançou suas linhas descobriu que o soldado era na realidade um Confederado, e que ele havia morrido. O Capitão acendeu uma lanterna e na obscura luz viu a sua face. Era o seu próprio filho. O rapaz estava estudando música no Sul quando a guerra começou. E sem falar com seu pai, alistou-se no Exercito Confederado. Na manha seguinte, o Capitão pediu permissão aos seus superiores para dar a ele um funeral com honras militares, apesar de ser um soldado inimigo. Seu pedido foi apenas parcialmente atendido. Ele solicitara que alguns membros da banda militar pudessem tocar um hino para o funeral, mas os comandantes não concordaram, uma vez que o soldado era um Confederado. Mas, por respeito ao pai, eles lhe ofereceram só um músico. O Capitão escolheu um corneteiro. Pediu a ele para tocar uma série de notas musicais que havia encontrado em um pedaço de papel no bolso do uniforme do seu filho. Nasceu então a triste melodia executada em serviços funerais militares e que conhecemos como Toque do Silêncio.


As palavras são:
O dia se foi. Foi-se com o sol. Dos lagos, das colinas. Do céu.

Esta tudo bem. Descanse a salvo. Deus esta aqui.

Luz desvanecente. Escurece a visão. E uma estrela. Adorna o céu. Cintila brilhante.

De bem distante. Delineando aqui. Cai a noite.

Agradecimentos e elogios. Por nossos dias. Sob o sol. Sob as estrelas. Sob o céu.

A medida que vamos. Isso sabemos. Deus esta aqui.

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OUTRA  VERSÃO   É:

Há outra lenda, menos interessante e menos popular, que também circula na rede. Veja:


Talvez porque esta música é tocada inúmeras vezes nos Estados Unidos (por exemplo, sempre que se realizam funerais militares), é vulgar pensar-se que ela é de origem americana, acabando por tornar-se conhecida no mundo inteiro.

Há, contudo, quem defenda que tenha sido composta por um soldado mexicano, obedecendo a ordens do General António Lopes de Santa Anna.

António de Pádua Maria Severino Lopez de Santa Anna y Perez de Lebron, foi um general mexicano que se autoproclamou ditador do México, ficando famoso por ter vencido a Batalha de El Álamo, em 1836.

Consta que, depois da Batalha da qual saiu vencedor, e ainda antes de prestar honras à bandeira mexicana, o General de Santa Ana ordenou ao seu “corneteiro” que compusesse uma melodia que prestasse homenagem aos soldados mortos em combate.

Conta a lenda (*) que, devido à bravura demonstrada pelos combatentes, o General Santa Anna ordenou ao seu corneteiro que compusesse uma melodia que prestasse homenagem aos soldados mortos em combate.

Ordenou que se guardasse silêncio enquanto a música era tocada, ameaçando com a pena de morte quem desrespeitasse esta ordem; e ordenou ainda que a bandeira mexicana fosse desfraldada durante a cerimónia.

Actualmente essa música é conhecida, em português, como “Toque de Silêncio”.

Desconhece-se o nome do soldado mexicano que compôs tão emotivo toque militar.

A única coisa que se sabe dele é o seguinte:

Quando o General Santa Anna regressou do exílio, em 1874, com 80 anos de idade, durante a madrugada do seu aniversário escutou-se um clarim à porta da sua casa, que interpretava uma série de toques militares mexicanos, que lhe provocaram uma grande emoção.

Era o, também já velho, corneteiro, que acompanhou o General em todas as batalhas em que este participou.

Vinha fazer-lhe uma serenata por ser um dia tão significativo para o velho, quase cego, meio surdo e mutilado general.

Depois de conversar um bom bocado e recordar as aventuras por ambos vividas em tantas acções de guerra, o corneteiro pediu a Santa Anna ajuda económica, pois encontrava-se na mais completa miséria.
Mas como Santa Anna já não tinha fortuna para ajudá-lo, convidou-o para ficar a viver em sua casa.
A fazer fé em depoimentos de investigadores estrangeiros, pode afirmar-se que o General participou em mais batalhas do que Napoleão e George Washington juntos.
É justamente considerado um dos militares de toda a história, a nível mundial, que participou em acções bélicas durante mais tempo, desde os 16 aos 61 anos de idade.

(*) – Chamo-lhe lenda porque não encontrei confirmação oficial.
obtido no Blog do Claudio Mafra
                http://claudiomafra.wordpress.com/

http://www.youtube.com/watch?v=Zmk0k3tFfm8

2 comentários:

  1. Caro Maestro Julio, muito interessante, principalmente a lenda sobre o Álamo, até aonde aprendi o General Santa Anna mandou tocar a noite toda antes do ataque final algo chamado Toque da Degola, para os defensores do Álamo soubessem que não haveria prisioneiros, todos seriam mortos e degolados, como de fato ocorreu.

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