9.5.13

Boa música instrumental

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Nema Antunes (contrabaixo), Marco Brito (teclado), Leo Amuedo (guitarra), Teo Lima (bateria) e Marcelo Martins (saxes)... a simples menção desses nomes causa ímpetos de elogios e admiração múltiplos. São instrumentistas consagrados aqui e no exterior. Matam um leão por dia. Sentem-se, muitas vezes, desprestigiados. Mas têm um orgulho enorme por serem quem são. Têm certeza de que suas qualidades musicais superam qualquer olhar enviesado que alguém lhes lance. São virtuosos, dedicam-se a seus instrumentos com o esmero de um lapidador de diamantes.
O público, de um modo geral, pode até não juntar seus nomes aos instrumentos que tocam, mas quem já foi assistir ao show de um artista consagrado certamente já viu, ainda que de relance, alguns deles lá no fundo do palco.
Nema, Marco, Leo, Teo e Marcelo, e outros mais, sobrevivem do ofício de tocar. Gravam, acompanham cantores, estudam, dão aulas, compõem... Dão um duro danado para mostrar sua arte. Vez por outra se juntam para criar uma banda, um trio, um quarteto ou uma orquestra. E, esteja certo disso, leitor, eles o fazem pelo prazer de serem músicos, de se saberem criativos e capazes de encantar as plateias tanto quanto seus colegas famosos.
Músicos que, como ninguém, sabem identificar o compositor cuja obra melhor se presta para ser instrumentada; sentem na alma a qualidade da melodia e da harmonia que lhes interessam ver tocadas por seus instrumentos; percebem as músicas que podem prescindir das letras e recriam-nas a partir de seus dotes musicais.
Pois bem, Nema Antunes, Marco Brito, Leo Amuedo, Teo Lima e Marcelo Martins criaram a Banda Guanabara. Com ela lançaram o CD Banda Guanabara (independente) e escolheram para homenagear um músico com quem já tocaram e dele bem conhecem o requinte das harmonias, a beleza das melodias e o suingue das levadas: Ivan Lins.
Para gravar buscaram, então, algumas músicas bem conhecidas, todas da parceria de Ivan com Vitor Martins: “Novo Tempo”, “Velas Içadas”, “Bilhete”, “Roda Baihana” e “Dinorah, Dinorah”; além de outras quatro quase desconhecidas. O acerto da seleção do repertório está refletido em cada um dos arranjos que tocam, todos concebidos pelos cinco músicos.
Na maior parte deles, solos e improvisos de extremo bom gosto estão a cargo dos saxes de Marcelo Martins, da guitarra de Leo Amuedo e do teclado de Marco Brito, com direito a voz dobrando o som dos improvisos e à mais pura virtuose. A bateria de Teo Lima e o baixo de Nema Antunes ficam quase como coadjuvantes, o que é uma pena – a eles não é dado mais que poucos compassos para soarem sozinhos aos ouvidos de quem os escuta. Em compensação, o suingue que dão às canções faz com que tenhamos vontade de aplaudir cada vez que amparam o brilhantismo dos solistas.
Ivan Lins participa com vocalizes e teclado em “4x3” (dele, Nema Antunes, Marcelo Martins e Leo Amuedo) e brilha também. Comunhão de talentos em prol da música instrumental. Viva ela!
Aquiles Rique Reis,
músico e vocalista do MPB4
Brzilian Voice
http://www.brazilianvoice.com/http://










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