20.5.17

Big bands paulistas

POSTADO EM 17/05/2017

Big bands paulistas

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Além de ser um registro da memória musical paulista, livro mostra as orquestras como agentes de lazer e sociabilização por meio da arte

Exemplo do intercâmbio entre as publicações da editora com a área de programação do Sesc São Paulo, o livro Big bands paulistas: história de orquestras de baile do interior de São Paulo, de Ildefonso Martins e José Pedro Soares Martins, é fruto da mesma pesquisa que originou, em 2014, uma exposição interativa realizada no Sesc Campinas. Naquela ocasião, o público pôde vivenciar a vitalidade das big bands por meio de fotografias, vídeos e registros fonográficos. Agora a experiência do público é ampliada com um livro que, além de ser um registro da memória musical paulista, trata de aspectos socioculturais relevantes ao mostrar as orquestras como agentes de lazer e sociabilização por meio da arte.
Ambos os autores são grandes entusiastas da música. José Ildefonso Martins é professor, advogado e consultor para as áreas de responsabilidade social e formação profissional. Há mais de 40 anos pesquisa a música popular brasileira, sobre a qual possui um considerável acervo, e tem artigos publicados em jornais e revistas especializados. José Pedro Soares Martins é jornalista e escritor, autor de livros sobre meio ambiente, cidadania, história e cultura, como Festas populares do Brasil (Komedi, 2011) e Carnaval encantado (Komedi, 2013).
A dupla de autores dedica os quatro primeiros capítulos do livro à contextualização da relevância das orquestras para a vida cultural do interior paulista. Os títulos dos demais capítulos, que remetem às estações de trem, são um recurso criativo, que vincula a história das big bands à das ferrovias, evocando dois fatores (um cultural e outro econômico) que, no passado, contribuíram consideravelmente para o desenvolvimento das cidades do interior.
Ao todo, são nove os capítulos sobre as orquestras das cidades de Catanduva, São Carlos do Pinhal, Franca, Guararapes, Jaboticabal, Jaú, Rio Claro, São José do Rio Preto e Tupã, em que são apresentados os músicos e as peculiaridades da organização dos grupos e do trabalho por eles desenvolvido. Nesse sentido, a obra enfatiza a importância da educação musical, que era parte do currículo escolar na época, e o papel cultural e social de destaque dessas orquestras para as cidades do interior. Big bands paulistas traz ainda "causos" curiosos e cômicos, que tornam o livro mais acessível a todo tipo de público leitor, e um posfácio assinado pelo pós-doutor em história e música pelo Instituto de Artes da Unesp, Sérgio Estephan.
https://twitter.com/edicoessescsp

Um comentário:

  1. Meu pai, Maestro Antônio Arruda ( cangaceiro ) arranjador, escreveu bastante para as Big Bnad's destas regiões (Y)

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