5.3.14

Histórias de orquestras de baile contadas em livro

Jornalista e escritor José Ildefonso Martins esteve em Jaboticabal coletando dados sobre a Orquestra Sul América, e outras  cidades  do interior  de São Paulo  e  das  tupaenses  NELSON,  JASSON,  LEOPOLDO  e  da  Orquestra  Maestro  Júlio  de  Castro  mestre  que  provocou  a  revolução  musical  no  interior paulista.
O jornalista José Ildefonso Martins, vem percorrendo o interior paulista com um propósito inusitado – contar as histórias das orquestras de baile, que carinhosamente apelidou de “Big Bands Caipiras”. Martins conheceu as orquestras de baile nos anos 60/70 e com seu trabalho, propõe preservar a memória desses patrimônios para que não se percam como muitas outras manifestações culturais. “Elas são um patrimônio cultural das cidades, que deveriam ter sido preservados e apoiados como política pública, o que infelizmente não aconteceu”, explica o escritor. A ideia do livro é contar a história e as estórias das mais importantes orquestras de baile do interior paulista, juntamente com uma exposição itinerante, e se houver material, um documentário. “Será um resgate da memória dessas orquestras e dos bailes como evento social importante na vida das comunidades”, afirma Martins. Todo o material coletado até o momento conta as histórias de oito orquestras, que o escritor considera como sendo as mais significativas e representativas do período e do momento histórico definido (do pós guerra até hoje, com ênfase final dos anos 50 até meados do anos 70). São elas, Sul América de jaboticabal; as três de Tupã, Nelson, Jassom e Leopoldo; a Continental de Jaú; a do Pedrinho de Guararapes; a do Laércio de Franca e a do Arley de Catanduva. De acordo com o escritor, a Orquestra Sul América era e é muito conhecida, não só pelo tempo de existência, mas por sua história, e principalmente, pela qualidade. “É das mais importantes”, destaca Martins. D as oito orquestras pesquisadas pelo escritor, apenas três ainda estão na ativa, a Sul América, a do Arley e a do Leopoldo. Todas com muita dificuldade, pouco trabalho e “teimando” sobreviver. O livro está previsto para ser lançando em meados deste  ano, e está sendo feito com o apoio do SESC de Campinas.


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